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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Eugenio Joel !!!






“É belo dar quando solicitado; mais belo ainda é dar, por apenas haver compreendido”.
Gibran Khalil Gibran.

 


Calma !!!!

Não virei a casaca !!! Não sou botafogo e aqueles que me conhecem sabem que sou flamenguista “roxa”, contudo esse Blog foi escrito para saudar Eugenio Joel, o mais fanático de todos os botafoguenses que conheço. 

 

A palavra Solidariedade vem do latim “solidus” e no direito romano era “in solidum”, ou seja, o dever para com o todo, a responsabilidade geral, a culpa coletiva, a obrigação solidária e conforme definição no dicionário Priberam  solidariedade é a qualidade do que é solidário, é dependência mútua, reciprocidade de obrigações e interesses, direito de reclamar só para si o que se deve a todos.

 

Entendo então que solidariedade é o elo harmônico entre eu, você e o outro. Assim, solidariedade nunca é demais, sendo que a ONU criou uma data mundial para celebrar esse sentimento humano que é comemorado no dia 20 de dezembro.

 

Aliado a solidariedade está a compaixão, ou como Leonard Boff escreve COM-PAIXÃO e que segundo suas definições é “a mais humana das virtudes, pois nos abre ao outro, como expressão de amor dolorido, mas ao outro mais vitimado e mortificado. Pouco importa a ideologia, religião, status social. A compaixão anula diferenças.”

 

A solidariedade e compaixão coletiva e social é veiculada na midia todos os dias, em especial diante de grandes tragédias naturais que vitimizam milhares de pessoas, como nas enchentes, desabamentos, tsunamis, terremotos e tantos outros casos.

 

E tal qual outros sentimentos humanos, a solidariedade e a compaixão devem ser exercitados praticando-as, não bastando conhece-la por teoria. É na prática que esculpimos e aprimoramos esses sentimentos.

 

Recebo diariamente solidariedade e compaixão e ela vem de várias fontes e pessoas e tem me ajudado a superar as dificuldades, medos e incertezas nessa etapa de minha vida.

 

A solidariedade pode ser praticada de diversas formas,  materialmente, que é aquela que praticamos quando  doamos objetos e alimentos à alguém que esteja passando por necessidades, contudo podemos ir além, doando/despendendo do nosso tempo para ligar, mandar mensagens ou estar próximo a essa pessoa que necessita de atenção.

 

De maneira simples podemos demonstrar que estamos juntos a ela pro que der e vier, sentando em silêncio ao seu lado, tocando com amor em suas mãos, lembrando de fatos engraçados e positivos da vida e até “ralhando” quando percebemos que a pessoa esta se vitimizando.
 

Um amigo querido foi acometido de câncer, que traiçoeiramente se multiplicou em seu organismo. O azar da doença é que escolheu a pessoa “errada”, pois Eugênio Joel, ou simplesmente Joel, não é qualquer um, não desiste fácil, afinal Joel é torcedor do Botafogo e isso por si só já o define como alguém que é capaz de sonhar e ter foco nas suas escolhas... um guerreiro.

 

Todavia, como flamenguista que sou, enxergo em Joel um único defeito – ser botafoguense !!!. Mas time de futebol, religião e pessoa amada cada um escolhe conforme o seu arbítrio e paixão.

 

Joel tem espírito brando, calmo e sorridente. Aposentou-se jovem e leva uma vida mais tranqüila e saudável, pois além de não beber ou fumar pratica esporte jogando uma " bolinha" diária.

 

Dessa forma, a noticia do câncer em Joel me tocou profundamente e me fez repensar e a buscar entender que nada ocorre na vida sem a anuência da Providência Divina. E o primeiro ensinamento está quando deixamos de indagar o Por que isso ou aquilo aconteceu comigo, mas indagar Para que isso ou aquilo aconteceu comigo?

 

Qualquer fato sério e desagradável que atinge alguém conhecido ou não, influencia não apenas àquele que esta sofrendo diretamente com o problema, mas a inúmeras pessoas que tomam conhecimento do fato, pois enxergamos no outro a nossa fragilidade diante da vida em si.

 

Não questionamos o Universo quando algo de bom acontece conosco, pois sentimos merecedores daquele bem recebido. Não  indagamos o Por que  recebemos àquela promoção, aumento de salário, presente ... penso que devemos também indagar Para que fomos agraciados com algo de bom, como saúde perfeita, compreensão familiar, atenção dos amigos.

 

Esse caos coordenado do mundo me faz não acreditar no acaso.
 
Acredito que as coisas (boas e más) acontecem conosco por algum motivo e a nossa MISSÃO é redescobrir qual é esse motivo e agir pra realiza-lo, digo redescrobir, pois de certa maneira já estávamos esperando de alguma forma...

 

É diante de episódios “inesperados” que nos transformamos e aprendemos a nos encontrar no mundo, a nos livrar do medo, a nos aceitar totalmente, a encontrar o perdão, a descobrir um talento escondido, a nos tornar mais forte e a encontrar a alegria da vida.

 
Assim Joel, como forma de solidariedade eu te falo: Estou contigo e coloco com carinho o símbolo do seu Botafogo no meu Blog.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O mel e a pimenta ...


                                                             
 
Há exatamente 365 dias atrás, eu comecei o tratamento de quimioterapia. Hoje se completa 01 ano.
 
 



A escolha do dia 13 de fevereiro de 2012 para inicio do tratamento de quimioterapia foi definida aleatoriamente pelo médico que queria iniciar o quanto antes com a medicação de alta toxicidade para combater um cancer de mau prognóstico.
 
 
E assim, escolhido foi do dia 13/02/2012, o dia do aniversário do meu pai que comemorava 66 anos de idade.
 
 
No dia do aniversário deixei um bilhete escrito a ele dizendo que a vida é misteriosa e que não entendemos a motivação de determinandos fatos. E que eu havia encontrado algumas coincidências marcantes em minha vida, pois eu havia nascido no dia do aniversário da minha avó Benedita -29/03 e que o meu renascimento (cura) seria no dia do aniversário dele - meu pai.
 
 
Busquei e escrevi no bilhete o significado da palavra "coincidência" e que de acordo com o dicionário se refere "a acontecimentos ou incidentes que se realizam sem semelhança com outros incidentes: dois ou mais incidentes que ocorrem ao mesmo tempo" e afiancei que a minha coincidência tinha outra conotação,  visto acreditar que aquelas datas coincidentes eram na verdade uma pista sobre a intenção misteriosa desse Universo que nos supre de Vida.
 
 
Minha avó Benedita foi uma pessoa batalhadora e sempre enfrentou a vida com humildade e trabalho. Daí, desejo acreditar que além de nascermos no mesmo dia, um pouco de sua "doce bravura" com o mundo e os acontecimentos reais corram no meu sangue.
 
 
Essa "doce bravura" foi repassada a minha mãe, que em sua essência e quase transcêndencia me acalma e tranquiliza nos momentos de dor e desanimo. A sua Fé me estimula a buscar a minha Fé e a me fortalecer. 
 
E meu pai é uma pessoa de convicções firmes e de sem meias verdades. Se alguém  quiser ter uma pessoa para lutar consigo e lhe transmitir força, esse alguém é meu pai.

 
Assim, dentre os mistérios que me rondam, penso que sou abençoada por ter sido criada e amada por esses dois seres opostos e parecidos em sua função de amar, a qual os exemplifico em mel (mãe) e  pimenta (pai).
 
 
São seres que se mesclam e equilibram num vai e vem diário, aonde ás vezes invertidos o mel se torna ardido e a pimenta doce, sendo esse o segredo da "Receita da Vida".
 
 
E nesse balé de sabores,  descanço a minha pesada "mochila", degusto a tranquilidade e a paz, colho a forte "sustança" ali existente, abraso os meus pensamentos e me fortaleço todos os  dias com a certeza de ser um dia a mais que foi presenteado para ser vivido de maneira simples, todavia plena e feliz.        


E para homenagear essa figura que aniversaria hoje e que é tão importante para mim, que eu transcrevo um poema ou verso


 
Joaquim




"Quem te conhece jamais te esquece !!!

 
Intenso, verdadeiro, amoroso, prestativo, cuidadoso, fiel em suas convicções.

 
Único ... não tem outro igual.

 
Quem te conhece jamais te esquece !!!

 
Não se molda a modelos pré-estabelecidos, está sempre além ... a mais ... a frente ...

 
Num olhar descuidado parece “invocado”.

 
Ledo engano.

 
Foi a forma que a genética e a Providência Divina encontrou de  protege-lo de si próprio.

 
Caridoso que não ostenta o bem que pratica diariamente em sua casa e nos arredores...

 
Do porteiro a doméstica, da moça do vídeo aos professores dos netos, LBV, LBA, AACC, Pestallozi, Médico sem fronteiras, Santuarios de Marias, cartões, doações, saco de lixo, panos de prato, pedinte ... a lista é longa, desconhece a palavra NÃO.

 
Vaidoso, brincalhão, mandão, integro em suas verdades...  que dela não abdica.

 
E diante de alguém com tantos predicados e virtudes, se defeito existir é aquele que o torna o nosso "Joca, Tio Ali, Seo Joaquim", diferente, engraçado, polêmico e por vezes ardido como pimenta - Quem o conhece jamais te esquece - a sua marca mais pujante "o famoso sincerícidio."

 
Suplantado essa etapa, vislumbramos no horizonte aberto o Ser Humano especial que nos acompanha de mãos dadas em todas as fases de nossa vida.

 
Sempre disposto, presente e verdadeiro.

 

                                                    Meus pais Joaquim e Eloysa.


Irmãos, pais, marido e cunhadas.
 

                                                Os netos abençoando o avô
 
Feliz Aniversário, papai !!"
 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Julgamentos !!!



 



Li um artigo inspirador de Saulo Gouvea que escreve aos domingos na coluna Seu Bolso  para o Jornal  A Gazeta.
 
O texto conta uma lenda taoista acerca de um ancião que morava em uma pequena vila nas montanhas e com serenidade e simplicidade demonsta às pessoas daquele vilarejo a  não antever e julgar antecipadamente os acontecimentos da vida, definindos-os de antemão como benção ou desgraça.
 
É quase que intrinseco ao ser humano (ocidental) querer julgar e sentenciar os acontecimentos do cotidiano.
 
Assim, tão logo algo positivo ou negativo nos aconteça já queremos definir de maneira simplória se é ruim ou bom. 
 
 Fazemos conjecturas ... lançamos brados contra a realidade dura, sem nos ater  aos “fatos”, “razões” e “consequências” ainda que estão porvir.
 
Nada sabemos das curvas e bifurcações da vida e muitas vezes queremos seguir pelos atalhos, no ensejo de diminuir o aprendizado/sofrimento.
 
Às vezes, somos  capazes de superdimensionar uma dor/perda/mudança causando mais dano (saúde, emocional) a nós próprios e aos mais próximos do que o fato em si causaria.
 
Diante de obstáculos deixamos que a comodidade da mesmice de sempre nos enfraqueça. 
 
Julgamos .... Julgamos ... e nos tornamos algozes de nós mesmos.
 
Quantas vezes ouvimos relatos de alguém que ao perder um emprego, pensou que o mundo havia acabado e posteriormente encontrou outro melhor, ou aquele que foi transferido de um setor no trabalho para outro e que depois descobriu ser compensador financeiramente ou emocionalmente. 
 
Desconhecemos muitos dos “por quês” da vida  em si e eu travo esse embate diariamente. Ter serenidade, resignação  e força para lutar pelo que vale a pena é um exercício que devo fazer rotineiramente.
 
 
Convido a vocês a apreciar a leitura do texto abaixo, retirado do site Seu Bolso.
 

 

O Taoismo é uma tradição filosófica e religiosa originária da China que enfatiza a vida em harmonia com o Tao. O termo Tao significa "caminho", "princípio". Em uma grande lição do Taoismo conta-se que havia numa aldeia um velho muito pobre, que até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia: - Este cavalo é especial para mim, um amigo e companheiro. E como se pode vender um amigo? O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.
Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu e disseram: - Seu velho bobo! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça! O velho disse: - Não cheguem a tanto, simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma bênção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?
As pessoas riram do velho. Elas sempre acharam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: - Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma bênção. O velho disse: - Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem é que sabe se é uma bênção ou não? Este é apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente achavam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo, o velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram: - Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca. O velho disse: - Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se, porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma bênção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre.
O velho disse: - Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma bênção ou uma desgraça.
Evite julgar, estatelar nos processos o que não são um fim em si mesmos, ficar valorizando fragmentos de uma situação, assim, você não pulará para as conclusões a partir de coisas pequenas. O ideal é crescer com as experiências, ir em frente, seguir os caminhos aceitando com resignação as ocorrências que não podemos mudar e agindo pro-ativamente quando podemos tornar algo mais nobre, feliz.
Na verdade, a jornada é infinita e a felicidade está no caminhar, uma etapa não é o fim e sim o início de outra. Vamos viver este momento com gratidão e avançar rumo ao infinito. Pense nisso, mas pense agora.
Saulo Gouveia (www.seubolso.net)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Judicialização da vida !!!


 

“Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."


 

 

 

 

 

Depois de reconfortantes 10 dias no ócio com a família, eis que o ano se inicia !!!!

 

E como é bom estar aqui e poder bradar 2 0 1 3,  aliais  adoro escrever      2 0 1 3 !!!

 

Nas folhas de cheques que preencho, sorrio de soslaio ao escrever 2 0 1 3.

 

Parece estúpido, todavia para mim que não tinha a certeza de virar o ano  estar por aqui agora tem um sabor especial a cada dia.

 

Andei refletindo acerca de alguns acontecimentos que afetaram minha vida na semana passada.

 

O espírito ainda estava envolto com a atmosfera do “dulce far niente” – doçura de não fazer nada das “férias”  e então retorno a Cuiabá.

 

Vrupt- vrupt !!!

 

Parecia uma avalanche...

 

Depois de passar 10 dias de muita união familiar e divertimento e dentre os propósitos da viagem foi angariar “ENERGIA” para 06 meses de quimioterapia que me esperavam depois da cirurgia do intestino em dezembro, fui recepcionada com a informação de que o plano de saúde que possuo não havia autorizado o tratamento quimioterapico prescrito pelo meu oncologista.

 

Putz .... foi um baque, pois havia me preparado durante esses 10 dias para estar firme na quimioterapia e então veio essa surpresa desnecessária.

 

 Lá se vai adrenalina e outros hormônios perigosos jogados na corrente sanguínea.

 

Na verdade, descobri que meu plano de saúde tem o desprazer de desgastar a nossa relação –cliente/plano de saúde -cooperativa médicos, tendo em vista que durante todo o tratamento de saúde no ano passado não houve uma só prescrição de exames, remédios e tratamentos onde não houve a necessidade de algum embate com a empresa prestadora de serviços. Tive que justificar, contestar e exigir que o plano de saúde cumprisse com o contrato.

 

Para o doente e os mais próximos que estão fragilizados com a doença é o FIM DA PICADA !!!  

 

Agora só conhecemos essa realidade - plano de saúde e cliente – quando saímos do convencional – ai sim vivenciamos a desgastante relação mercantilista.

 

 O resumo da opera e que entrei judicialmente contra o Plano e foi deferida liminar pela Justiça determinando o imediato inicio do tratamento de quimio seguindo a risca o prescrito pelo medico especialista.

 

 Ufa... Quanto aborrecimento, mas como disse anteriormente, passou a raiva e ficou a lição de sempre exigir o que nos e de direito!

 

Outro fato que marcou a semana passada foi um tombo sofrido por minha mãe de 67 anos de idade, que ao fazer sua caminhada matinal pelas ruas do bairro não percebeu um vergalhão de aço que saia da calcada de entrada de um estabelecimento comercial e veio cair, perdendo de imediato três dentes de frente da boca, além de lesionar o olho, testa joelhos e mãos.

 

 Foi um choque para todos.

 

Minha mãe é uma pessoa ativa e disciplinada e tinha por costume de caminhar bem cedinho pela manhã a fim de desfrutar dos raios solares que possuem vitaminas que ajudariam a evitar a osteoporose. Sempre foi muito cuidadosa na escolha do percurso, mas optou por caminhar pelas ruas do bairro a ficar dentro de academia, que embora possa ser segura não oferece, como ela diz: " raios solares".

 

Enfim, depois do corre corre para hospitais e dentistas, hoje se inicia o seu tratamento dentário.

 

 Esperamos que tudo de certo, mas sua segurança e auto estima ficaram abaladas. E não era para menos, né? A irresponsabilidade dos proprietários de imóveis em Cuiabá acerca da conservação de suas calçadas beira o absurdo.

 

É muito pouco caso com a população em geral e especialmente aos pedestres.

 

 Iremos levar o orçamento a empresa responsável pelo estado caótico da calcada, caso não se chegue a " acordo" entraremos judicialmente, pois a responsabilidade pela conservação da calçada é do proprietário do imóvel, conforme art. 229 do Código de Posturas do município de Cuiabá.

 

Vivemos um momento de Judicialização de nossos direitos!!!! Mas se essa for a opção do momento, que assim seja!!!

 

Hoje refletindo sobre os acontecimentos ocorridos no transcorrer da semana que se passou, percebo a maravilhosa capacidade humana de ser resiliente e por mais problemas que nos chegam as soluções sempre se apresentam, muitas vezes não tal qual desejamos ... mas tudo passa e nós nos transformamos.

Reforço a cada novo desafio a importância de alimentar a minha resiliência com pensamentos positivos, caso contrário demorarei mais tempo que o necessário para reagir aos percalços da vida.

 

Como o poema acima emprestado de Cora Coralina:  " no caminho incerto da vida o importante é  DECIDIR".


... Mas tudo isso já passou e a rotina volta a imperar.

 

 Ainda bem!!!

 

Vamos lá!!! Comprar materiais escolares, rematriculas nos cursos das crianças, uniformes, cortar cabelos, rever médicos ....

 

 É vida que segue e  é  para frente que se anda com a bagagem de  experiências boas e nem tão boas vividas !!

 

E “vamo” que “vamo” !!!

 



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dolce Far Niente !!




Dolce Far Niente
Do italiano lit. " a doçura de não fazer nada", suave indolência ou relaxamento indulgente, o prazer de estar ocioso.




 
 
 

Foram 10 dias de ócio mental.

 

Que delícia ...

 

Sentada na cadeira, embaixo de um guarda-sol em frente ao mar, apreciando o horizonte, as ondas, o vento, o sol, as pessoas que iam e vinham, vendo meus filhos e sobrinho pularem ondas, levarem “caldos” e depois se intitularem “conhecedores das ondas”.

 

 

Me diverti por nada a fazer, nem pensar, nem decidir, nem planejar, nem... nem... nem...

 

 

Longos e bons períodos diários passei sem pensar em tratamentos médicos, exames e tudo mais.

 

 

Fiquei sentindo somente o “agora”.

 

 

Quando se fez sol fomos a praia, Corcovado e Pão de Açucar, quando amanhecia chuvoso buscávamos outras opções: cinema, shopping e Jardim Botanico (embaixo de guarda-chuvas) ...

 

 

Temperamos nossa existência nas férias.

 

 

Foram dias preguiçosos em casa (apto), lendo, ouvindo música, apaziguando “briga” entre crianças.

 

 
E os dias foram passando e de repente percebi que me sentia leve como pluma, solta, sem amarras ...

 

  

Aquela sensação de vida  “infinita” se despontava novamente.

 
 

I n f i n i t a ...

 
 


Os alarmes e temores foram desvencilhando do meu ser e a sensação de plenitude tomou conta.

 

 

Quando o frescor da percepção de liberdade invadiu minha consciência, eu me deixe levar, não exigi prazos ou condições. 
 
 
Fui ... com ela !!

 


Assim, sem me preocupar ou repensar, aproveitei até a último pedaço daquela fruta do INFINITO, lambi o sugo que escorreu pelos dedos e então olhei para frente.

 

 

Sim, para frente, para o que está por vir ...

 
 

Decidi que deixarei os momentos chegarem  de maneira simples, sem  datas ou exigências.

 

 

E na presença deles, tomarei as decisões.

 

 

Será um exercício árduo, pois terei que desconstruir uma estrutura e maquinário de vida já acostumado a viver planejando e aguardando (ansiosa) resultados.

 

Explico que não estarei vivendo sem meta ou foco, pois acredito que nos dias atuais é raro conseguir viver sem cobranças (internas e externas) e compromissos (conosco e com outros). Temos que planejar, mas quero aprender a FAZE-LO de maneira suave, sem sofrimento (ansiedade).  

 

 

E a primeira prova ou lição já aconteceu no aeroporto quando no retorno dessa brecha de liberdade.

 

 

Aguardando a hora do vôo,  começaram a chegar mentalmente tal qual atração de imã,  os compromissos e as obrigações que eu tinha para comigo e com os “meus”, contudo ao recebe-las, me mantive calma, anotei mentalmente o que era importante e o restante (lixo e apreensões) joguei fora (estão fora do meu controle) e assim a leveza do momento permaneceu comigo.
 
 
Percebi que estava interiormente “recomposta”.

 
 

Acredito que os excessos e “um pouco mais” do ano passado foram despejados para fora da minha xícara da vida, aumentando o espaço interno para o NOVO ANO.
 
 
E A VIDA SEGUE .... 


 

ps: Não consigo mais inserir imagens no post. O "sistema" mudou e como tenho mais de 20 anos não tenho aptidão para descobrir a nova formula, assim  Se alguem souber por favor me ensine.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Marujo, o Barco e o Porto.


 
 
 
 
 
A energia proveniente da entrada de um Ano

Novo nos motiva a sonhar, planejar ...

 

 

O tempo parece infinito em seus 365 dias ...

 

 

O marujo em seu barquinho da vida vê o horizonte aberto e radiante ... planos e expectativas.

 

 

E assim ele começa 2013 navegando  sem pressa, sentindo o balançar  das ondas e a brisa quente a bater no rosto.

 

 

A expectativa que acalenta o “espírito da viagem” do marujo é a existência de um Porto Seguro para descansar entre as viagens, todavia conforme a idade que temos cada marujo idealiza o “seu” Porto Seguro.

 

 

Quando criança, o marujinho possui o barquinho “amarrado” sutilmente a barcos maiores (dos nossos pais), assim tendemos a seguir a rota traçada por eles.

 

 

Quando a pujança hedonista da juventude chega e a nossa “sutil” corda é desata dos nossos genitores, começamos a acreditar diante dessa efêmera independência que poderes especiais  nos tornam  super humanos, indestrutíveis e imbatíveis e não desejamos desembarcar em nenhum Porto, mas se o acaso nos faz encontra-lo prematuramente, buscamos imagina-lo que será suntuoso, nababesco, com festas infindas e pessoas alternativas.  

 

Já jovens adultos e depois de algumas tempestades percebemos que algumas cargas foram colocadas em nossa embarcação, tornando o percurso mais vagaroso.

 

 

Percebemos dolorosamente que a  matemática da vida não é conta só de  somar, mas temos que dividir, subtrair e multiplicar para sobreviver, caso contrário poderemos ser dragados pela existência solitária.

 

 

A maturidade chega e com ela visíveis estão as marcas no “casco”  advindas dos arroubos juvenis, das perdas, das vitórias e das superações.

 

 

O marujo aprende que só força e resistência não é suficiente e assim descobre a Resiliência, se moldando às marés e tempestades.
 
 
É certo que vez ou outra, a embarcação já cansada permite a entrada de água, mas o marujo atento logo tapa o buraco e retira a água.

 

 

Como maruja eu busco “Portos” firmes, simples e calmos. Almejo desembarques  leves.

 

 

Ao marujo afoito e despreparado restar-lhe-á  um desembarque tortuoso e tumultuado. E aos insatisfeitos inexistirá desembarque, pois estão sempre a procura de “melhores” Portos.

 

 

Para uns “Porto Seguro” é a família, a religião, o trabalho, os amigos ...

 

Penso que não importa quais sejam os “portos” de cada um, basta que tenhamos a certeza de sua existência em nossa vida.

 

 

Como marujo que já levou alguns tombos da maré continuo preenchendo e traçando minhas cartas náuticas e usando GPS´s modernos , escolhendo a carga correta para a embarcação e bons e fiéis companheiros de viagem.

 

 

A minha batalha continua em 2013 - quimioterapia, contudo nessa semana aportarei no Rio de Janeiro por 10 dias, abastecendo o convés com boas experiências com os meus familiares, para zarpar aprovisionada de Coragem, Fé, Força e Esperança de saúde melhor.