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terça-feira, 20 de agosto de 2013

"Fugit irreparabile tempus .." - Foge o irreparável tempo - autor Virgilio



 

 “Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: Às vezes apenas um segundo.
(Obra: Alice no País das Maravilhas)
 

 

A mídia regional deste final de semana informava do acidente  sofrido por um político. Li a notícia com pesar, contudo no decorrer da narrativa percebi que a despeito do carro ter capotado e ferido duas pessoas que acompanhavam o referido politico, a reportagem avisava que o político “confirmava agenda para o dia seguinte em outra cidade distante”.

 

Alguém pode pensar “ Uau, como o “fulano de tal” é empenhado na causa que professa. Depois de tudo que passou no acidente ainda irá cumprir no dia seguinte com compromisso agendado em outra cidade!

 

Longe de mim, questionar a agenda do político ou de qualquer cidadão brasileiro. Na verdade eu nem sei se ele de fato seguiu viagem imediata, contudo foi o que li veiculado na mídia.
 
Aqui estou a refletir acerca da “correria do dia a dia” e o que leva as pessoas a agirem dessa maneira, sobrepondo tragédias pessoais a compromissos assumidos.

Cadê o botão de parar?

Um break nesse agenda intensa e que nos impede de refletir acerca de situações que nos acomete física e mentalmente?

 

O mundo está veloz, vivemos com pressa, atrasados, agenda lotada.


A informática vem transformando o mundo e nossos hábitos rotineiros, basta caminharmos pelos shoppings, restaurantes, aeroportos e até a igreja, que deparamos com pessoas acessando a internet, facebook, whatsapp.


Estamos em dois, três lugares ao mesmo tempo, lidando com diferentes assuntos e pessoas. 

 
E nesse corre-corre, questiono: quem é o criador e quem é a criatura?
 

Vivemos como a passagem do livro "Alice no País das Maravilhas" abaixo transcrita:
 
" Eu ... Eu ... nem eu mesmo sei nesse momento ... eu ... enfim, sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então ..."
Passagem do livro Alice no País das Maravilhas:
 

Deixamos de apreciar o “agora” “hoje”, pois estamos sempre buscando ”algo” nessa "correria" que muitas vezes desconhecemos o que  é.


 Saímos em disparada cega atrás de “algo” que possa nos satisfazer.


Uns acreditam que o “algo” a apaziguar a “quentura da alma” seja a aquisição de bens materiais e aí vemos que existem pessoas que nem bem compram uma casa e já estão desejando uma casa maior, saem da concessionária com carro novo e logo já estão olhando outro carro mais moderno. Não conseguem apreciar o conquistado. Outros buscam o poder, a glória da bajulação, o status de  interferir na vida de outros 


Dessa maneira a insatisfação permeia o espírito e o vazio “preenche” a alma.



Um conto para refletir:

O filósofo Sócrates, que provocou uma verdadeira revolução no pensamento humano (e por causa disto acabou condenado à morte), era sempre visto passeando pelo mercado principal da cidade.

Certo dia, um dos seus discípulos perguntou:

“Mestre, aprendemos com o senhor que todo sábio leva uma vida simples. O senhor não tem nem mesmo um par de sapatos”.

“Correto”, respondeu Sócrates.

O discípulo continuou: “entretanto, todos os dias o vemos no mercado principal, admirando as mercadorias. Será que podíamos juntar dinheiro para que possa comprar algo?”

“Tenho tudo que desejo”, respondeu Sócrates. “Mas adoro ir ao mercado, para descobrir que continuo completamente feliz sem aquele amontoado de coisas!”

 

O que procuramos está dentro de nós!!!

 

O cantor Gustavo Lima desabafou a alguns meses atrás dizendo que não iria mais cantar. Foi uma agitação no show business, rolou críticas e piadas de mau gosto. Mais tarde ele se justificou dizendo que estava cansado da maratona de shows imposta pelo empresário, visto que estava “perdendo” o prazer de cantar e o contato com sua família.

 

Alguns disseram que foi o falecimento recente da irmã que o afetou emocionalmente. Não importa qual, onde e quando foi ligado o botão BREAK, o que  implica é que ele conseguiu enxergar a situação vivida antes de cair em colapso físico. 

 

Indago: Quanto tempo dedicamos a nós mesmos? Quando foi a última vez que fizemos algo para nossa própria satisfação? Quando foi que sentamos a mesa com nossos familiares e curtimos o momento com boas risadas e conversa fiada, sem celular ligado e “whatsapp” bombando ? Quando fomos ao cabeleireiro, fizemos massagem ou deitamos para ler um bom livro sem estarmos com pressa ou atrasados.

 

Outro dia, estava assistindo televisão, quando olhei ao redor e vi meus dois filhos e marido conectados na internet (cada qual com o seu equipamento) assistindo a novela também.  Pergunto, qual das atividades estava sendo apreciada ou compreendida INTEGRALMENTE pelos três?

 

Quando vou a restaurantes, observo as pessoas comendo, conversando e digitando no celular, tudo ao mesmo tempo !!! Até na Igreja, durante o sermão espiritual do padre, vi uma mulher lendo o facebook e tirando foto da igreja para inserir na aplicativo.

 

A dificuldade dos tempos atuais é a “cobrança” externa e interna em estar atualizado. Tudo é muito rápido, urgente, instantâneo e descartável. Esquecemos que somos simples seres humanos e que essa forma desregrada, enlouquecida de viver irá num futuro próximo nos atingir com sequelas irreparáveis, como  divórcio, solidão, distanciamento dos filhos, doença ...
 
Acredito que recebemos sinais de que algo irá nos acontecer, apenas não prestamos atenção a esses sinais e quando recebemos o resultado dessas ações o impacto é grande. Percebemos que fomos tolos e usamos de estratégia (caminho) equivocada. (experiência própria).


Contudo, sempre há o TEMPO, que ora nos ajuda ora nos vence. A DECISÃO acerca  do caminho, estilo de vida a viver é de cada um.



Encerrando, aqui vai outra passagem tirada do livro da Alice no País das Maravilhas:
 

“Aonde fica a saída? Perguntou Alice ao gato que ria.

- Depende. Respondeu o gato.

 -De quê? Replicou Alice

- Depende para onde você quer ir.”

 

Carlos Drummond de Andrade e o coelhinho da Alice no País das Maravilhas concordam que “ Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata."

 
 Façamos que esse “segundo"  "eterno do viver” valha a pena e que o caminho escolhido seja o almejado”.

 
 
 
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Quem tem um "porque" enfrenta qualquer "como." Viktor Frankl







 




“Pode-se tirar tudo de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a própria atitude em qualquer circunstâncias, escolher o próprio caminho.” Viktor Frankl

 

Feliz ... Muito Feliz !!!

A Providência Divina facilitou a medicina outra nova chance para que eu possa continuar aqui.

A quimioterapia adjuvante esta ajudando a controlar a neoplasia.

Os exames de imagem que fiz há duas semanas demonstram que nada anormal foi visualizado no organismo.

 É uma alivio tão grande que é difícil expressar em palavras.

Tudo fica mais leve ...

É claro que o medo sempre acompanha e é esse medo “companheiro” que me faz ficar mais alerta e atenta às minhas necessidades e saúde.

Passada a euforia, a vida continua.

 E agora ?

Venho a alguns meses “matutando” com meus neurônios e sentidos buscando um “entendimento” mútuo entre a razão e a emoção acerca da perspectiva de vida que desejo ter AGORA.

Discorri  há uns três posts atrás sobre querer dar um rolé de 180º na minha vida e é nessa busca que me encontro.

A pergunta que faço a mim mesmo é  “ O que me motiva?”

 Motivar vem do latim movere, ou seja mover.   Que  é um impulso interno que leva a ação. Motivação é agir em prol de uma determinada razão ou demanda que nos faz sair de onde estamos e responder a esta necessidade.

Assim busco encontrar em mim novos talentos, antigos talentos adormecidos ou não percebidos anteriormente pela correria da vida.

As minhas necessidades básicas estão supridas. E como diz a música dos Titãs “ A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...” E muito mais com certeza. (envolvimento, conhecimento...).

A morte é um incentivo para vivermos com responsabilidade, pois a imortalidade nos faria adiar as coisas, não haveria urgência como  já dizia o psiquiatra  austríaco Viktor Frankl.

Em Julho li o livro “ O Diário de Helga” que é o relato de uma menina sobre a vida em um campo de concentração – 1938 a 1945, onde ela sobreviveu ao Holocausto.

O que me tocou nessa história real foi a persistência da narradora que, a despeito das adversidades e crueldades recebidas por ela DECIDIU sobreviver.

Temos conhecimento em nosso dia a dia, seja  através da mídia ou noticiários de relatos de pessoas que passaram por situações extremas, onde o limite de tolerância humana  é testado ao máximo e mesmo assim a pessoa consegue permanecer viva.

O que os motiva a não esmorecer, a continuar a lutar pela sobrevivência ?  Seria reencontrar os familiares, cumprir uma missão, rever a pessoa amada, tudo isso e algo mais?

Penso que o ponto de partida, o botão interno que deve ser acionado quando o sofrimento, a dor e o medo tomam conta do nosso ser é o botão da DECISÃO.

Tenho aprendido isso ao longo do tratamento que faço. Decido lutar ou me entregar, ser feliz ou depressiva ...

Hilel, líder cabalista que viveu no período de Herodes há mais de 2000 anos atrás questionava “Se eu não fizer, quem o fará? Se não fizer agora, quando farei? Se sou somente por mim, quem sou eu?”

Resumindo em palavras ou expressão ultra moderna #vamoquevamo#. Ilude-se quem acredita que viemos para cá só para férias, gozo e prazer. Ledo engano. Temos missão a cumprir, seja ela doméstica ou profissional. 
 
Ainda em minhas leituras descobri acercar da terapia criada pelo médico psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que sofreu em um campo de concentração, perdendo a esposa, pais e irmãos.
 
Em que pese a dor e os momentos sofridos por ele, quando foi libertado ao final da 2º Guerra Mundial, conseguiu transpor as perdas e usou das experiências e fatos vivenciados durante a permanência no Campo de Concentração para criar a LOGOTERAPIA. Essa terapia entende que podemos nos erguer das dificuldades, das enfermidades, do vício, da tristeza, do vazio e dos golpes do destino se enxergamos o sentido em nossa existência. A força propulsora e motivacional da vida é descobrir esse sentido e preenche-lo significativamente.   

Cabe-nos escolher entre superar a perda e nos tornar o que queremos ser apesar das circunstâncias ou desistir e nos entregar ao desespero infrutífero e estéril.

Como exemplo cito os atletas paraolímpicos que conseguem transformar situações adversas em triunfo pessoal e exemplo para outros ou a história de um jovem americano de 17 anos que ficou tetraplégico e após acidente disse: “Eu quebrei o pescoço, mas ele não me quebrou.”

É lógico que nem sempre somos livres de escolha e para isso Viktor Frankl disse: “ Quando a circunstância é boa, devemos desfruta-la, quando não é favorável devemos transforma-la e quando não podemos transforma-la devemos transformar a nós mesmos.”

Neste exato momento, enquanto escrevo este post, estou buscando transformar a mim mesmo !!!

 

domingo, 28 de julho de 2013

A mala sem alça e o zíper estragado ...




A vida nos presenteia com experiências que podem nos levar ora a aprender com elas ora a repeti-las posteriormente...

Desejando oferecer a meus filhos, marido e a mim mesmo uma atmosfera diferente de doenças, tratamento, quimioterapia ... Resolvemos viajar.

O medo era grande pois eu ainda não estava restabelecida da ultima quimio, os efeitos ainda se faziam presentes, contudo permanecer aqui era mais danoso para meu emocional.

Assim passamos 10 dias fora.

É lógico que obedecendo as outras necessidades e visando o menor desgaste físico possível.

Valeu a pena, nos divertimos muito, relaxamos dos problemas e cheguei  "
 a capa da gaita" pelo esforço realizado, contudo extremamente aliviada da carga da "mala sem alça" do cancer.

Desfeitas as malas de viagem, corri para colocar a casa em ordem e quando vi já era quarta feira.

Tomei coragem e agendei os exames de rotina para checagem do estadiamento da doença. 

Sofri um pouco, pois o medo sempre nos faz companhia nesses momentos, xinguei a "mala sem alça" do cancer que eu havia me esquecido de como era trabalhoso e pesado de carregar.


Até que descobri que outras coisas podem acontecer a uma mala além de perder a alça. O ziper  pode estourar, as rodinhas se  quebrarem ou sofrer qualquer outro dano em sua estrutura tornando a nossa vida mais " difícil".

Dessa forma, na quarta feira comecei após o almoço a sentir um dor terrível nas costas e fui parar no Pronto Atendimento.

Medo, choro, raiva e dor ...
 
Insuportável! Só morfina me sossegou!!! E veja que eu me achava uma expert em "dores".

O diagnóstico - pedra nos rins, na verdade já haviam se deslocado do rim e estavam localizadas no ureter esquerdo, mas não haviam saído ainda.

Retornei para casa sedada e com medo terrível do retorno da dor.

E ela voltou - Não com a mesma intensidade e agora já controlável com remédios, todavia dor é dor.

O médico sugeriu que esperasse um pouco para ver se as pedras não sairiam naturalmente.

Esperei dois dias e já no sábado me dirigi para o hospital pela manhã para fazer a Tomografia do Abdômen e retirar as pedras numa pequena cirurgia.

SURPRESA!!!!

As pedrinhas haviam saído espontaneamente (após muita reza!!)

Ficamos todos felizes!!!

Ufa ...

Hoje acordei com uma sensação de leveza, levantei-me e tomando o café da manhã, desvendei o mistério da leveza na alma e no corpo.

Entendi que eu ainda carrego a " mala sem alça" de estar em tratamento do  cancer, mas agora o zíper estourado (pedras nos rins) haviam sido consertados ...

Moral da estória
Alternativa:

A) Mais vale uma doença antiga do que uma nova?

B) Não reclame que algo pode piorar?

C) Ande sempre com a ferramenta ou mala sobressalente ?

D) todas as respostas anteriores

Aprendi minha lição do dia e carrego a minha mala sem alça sem muito reclamar ... Só de vez em quando reclamo para não me acomodar.
 
Ah, lembrando que as vezes na vida, carregamos malas com rodinhas perfeitas, outras vezes carregamos malas vistosas e de alças reforçadas, outras vezes carregam nossas malas e outras vezes nos vemos diante da mala sem alça ou rodinha e de zíper estragado ...
 
A solução, satisfação e desempenho depende de nossa própria maneira de ver o mundo - otimista ou pessimista!! 


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Viajar é preciso ...








 



A verdadeira arte de viajar...
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
Mario Quintana




A poesia de Mário Quintana espelha fielmente o sentimento que me acompanha quando viajo.

Liberdade !!!

Me lanço ao mundo ...

O que me importa nesses momentos é a diversidade, a diferença de costumes e maneira diversa da minha em encarar a vida.

Não fico pensando na comidinha de casa ou no colchão macio que deixei, procuro viver o momento, sentir as pessoas, compreender o mundo. 

Adoro sentar no banco de uma praça, bar ou na areia do praia e observar as pessoas ao meu redor.

É tão expressivo esses momentos, que muitos colam na memória e quando penso no lugar, consigo sentir a magia do momento.

É o oposto me atrai, me faz crescer e compreender que o mundo não é a comodidade do meu dia a dia mas a diversidade da forma de viver.

Sei que no fim, seja aqui ou na Etiópia queremos a mesma coisa, ser feliz, viver em paz, estar com nossa família, todavia cada qual o faz da sua maneira e é essa beleza da arte de viver. 

A simplicidade das coisas me acalma e me embala num vai e vem de serenidade, sendo que isso me conforta e me faz sentir forte e segura.


É  lógico que rola stress natural: bagagens, aeroporto, crianças, desejos, planos "B" e "C", contudo acredito que isso torna a viagem mas qualitativa, pois transpomos esses obstáculos e resolvemos as pequenas dificuldades da viagem. Depois de um tempo, rimos dos micos e mancadas.

São essas as lembranças que carregamos em nossa memória e que nos momentos difíceis socorremos a elas, para nos alegrar e distrair dos problemas maiores.


Assim, informo que tirarei um recesso necessário para o corpo e alma. E estarei junto aos meus três mosqueteiros Antônio, Túlio e Tiago para um grande aventura, em que pese que o corpo ainda apresenta sinais dos efeitos colaterais da quimioterapia tomarei todo cuidado para não me exceder.


O momento é agora ... me sinto livre, sem doença, exames, consultas ...


Os médicos comprovam as benesses de sair da rotina, de viajar e de como isso influencia na boa qualidade de vida, prevenindo do stress e depressão. 


Viverei durante 10 dias um mundo de fantasia, cores, sonhos e aventura.


Que Deus nos proteja para que tudo ocorra conforme o planejado.

Carpe diem!!!


quarta-feira, 26 de junho de 2013

180º, 180º, 360º ...

 
" Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacode a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é ..." Glaucia Hurtado


 

Este post nada tem a ver com a música do arrocha a não ser título emprestado. Na letra da música o cantor se dispõe a ensinar a "mocinha" o “jogo de cintura” para se fazer a volta 180º a 360º com os quadris

 
Neste post quero falar sobre as mudanças de vida e se estamos dispostos a fazer uma mudança  de 180º ou 360º. 
 

Acredito que nos últimos 18 meses andei por caminhos tortuosos e senti emoções fortes e impactantes quanto ao meu futuro e da minha família.

 
O tratamento atual de quimioterapia acabou e  antes de começar um capitulo novo em minha vida, sinto que preciso terminar o antigo, todavia, o difícil é decidir quando essa fase deva chegar ao final. Esse é o "x" da questão.
 
Somos treinados em hábitos que muitas vezes trazem mais mal do que bem a vida da gente, seja trabalhando muito, fazendo atividades que não nos dá prazer, excedendo na comida ou bebida. São hábitos condicionados que de tanto repetidos concluímos que são necessidades e não simples hábitos. 
 
 
 
As incertezas que permeiam minha vida agora estão menos urgentes, pois aprendi a reduzir o grau de expectativas e consequentemente ansiedade. Essas sim, geram stress e nos fazem sofrer pensando no que pode dar errado ou certo antes do problema realmente surgir.

 

Penso que planejar faz parte do cotidiano humano e é fator importante para o sucesso de nossas realizações. Outro ponto é traçar metas com prazos e planos “B” e “C” para não nos perdermos, contudo sem sofrimento caso não seja realizado no tempo planejar.

 

Estar presente de corpo e alma nas ações que planejamos nos ajudam também a enxergar oportunidades e encontrar soluções para imprevistos.

 

Lembro-me que na correria do dia a dia não conseguia me dedicar com prazer a uma atividade, estava sempre me preocupando  com tempo e com o que fazer depois dessa atividade. Corria entre o trabalho profissional e o doméstico (filhos, casa ...).

 

Exaustidão física e mental. Deu no deu ...

 

Diferente da música não pretendo dar uma volta de 360º em minha vida e retornar a mesma rotina e vida, estou mais do que propensa a dar uma volta de 180º.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E foram felizes ...


                                    E foram felizes ...

 

 

Este post é para saudar o Amor e o compromisso de amar. E em especial é para vocês dois, Victor e Juliana.


Vendo-os ali na cerimônia tão felizes e parceiros, voltei 21 anos atrás, relembrando do meu casamento. Aposto que muitos outros casais também tiveram o mesmo sentimento.

 

Daí surgiu uma reflexão:  qual o propósito de se casar ?

 
O que nos motiva a nos unir e amar alguém que não é nosso parente nem tem nada consanguíneo conosco?

 

Amar alguém às vezes tão diferente de nós mesmos ...

 
Qual é o segredo ?

 
Conforme Marta Medeiros o amor não é uma equação matemática, do tipo eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

 
Ama-se pelo indefinível, pelo mistério, pelo cheiro, pela voz, pelo tormento que o outro provoca e pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

 
Com certeza o sucesso do casamento exige muito mais que declarações românticas. Deve-se respeitar o silêncio do outro, haver camaradagem, dar um tempo pra cada um.


O bom humor é peça chave para de mãos dadas com "jogo de cintura"  aguentarmos às nossa diferenças e os acessos de carência do outro.

 

Se valer a pena deve-se saber levar, o que é uma Arte.

 

Não podemos esquecer que o  Amor deve ser renovado e aperfeiçoado dia a dia. Nós nos modificamos com o tempo e com as experiências colhidas durante a vida e assim é o amor, que também  se modifica com o tempo, todavia aquela chama ou diferencial, a essência que nos tocou e chamou a atenção permanece.

 
Assim o casamento é consequência natural de um relacionamento que está dando certo, porque chega um momento em que não conseguimos mais viver separados. Os sonhos e desejos se misturam, queremos compartilhar a Vida


E a Vida está diante de vocês dois e de todos nós também.

 
Vamos aproveita-la e nos entregarmos a ela, sem medo de sermos felizes ...

 

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                                            O CASAMENTO

 

Momento de felicidade e entrega pairou sobre todos nós que participamos do casamento de Victor e Juliana.

 

O ambiente escolhido ajudava a criar esse clima especial que emanou do local.

 

Estávamos na Chapada dos Guimarães a beira de um penhasco de vista monumental para a natureza, com o tempo aberto e sem nuvens que cooperou para que a cerimônia em si desse certo – sem chuvas ou neblinas e com a certeza da Mão de Deus abençoando todo o enlace matrimonial.

 
O entardecer com a diversidade de suas cores acontecia a nossa frente, uma leve brisa nos socorria e a música ao fundo tocava nossos corações.

 
Emoções a mil por horas, choros discretos, sorrisos cúmplices, enfim o momento esperado ...


Tocam-se as cornetas (literalmente) e a noiva entra de braços entrelaçados com seu pai esbanjando a alegria da ocasião.

 
O noivo emocionado despeja lágrimas contidas de emoção diante da visão da noiva.

 
O sacerdote relembra os acontecimentos do namoro e noivado que redundaram nessa união de Victor e Juliana.


Depois do Sim e das Promessas feitas diante do altar e de Deus, nos dirigimos ao local da festa, o recém inaugurado salão de festa do Atmã Resort.

 
Candelabros e velas que propiciavam um local romântico e aconchegante.

 
Os detalhes das mesas enfeitadas, guardanapos de linho, rosas brancas, tudo planejado e escolhido com coração.

 

O repertório das músicas agradou “gregos e cuiabanos” e fomos embalados com sucessos dos anos 80 e 90, seguidos de um conjunto de samba e encerrou com uma dupla de jovens cantores que agitou com o atual Arrocha”.



Viam-se jovens esbanjando alegria e juventude na festa, destilando companheirismo e cumplicidade com os noivos.

 

Tudo deu certo e sem incidentes ...

 

No dia seguinte, colhida a alegria da cerimônia e da festa, com o corpo ainda “moído” de tanto sacolejar, compartilhamos as “impressões” do casamento.

 

Parabéns aos noivos pelo empenho de realizar um casamento memorável que tocou nossos corações!

 

Que Deus os abençoe e proteja nessa jornada inicialmente a dois ...   

 

domingo, 2 de junho de 2013

Probabilidades, sorte ou azar?




Na semana passada fiquei pesarosa com a notícia veiculada na imprensa acerca do nosso Mão Santa – Oscar Schmitd. Campeão Pan Americano de basquete de 1987 e alguém que possibilitou a mim e muitos brasileiros daquela década a alegria de assistir pela TV a derrota dos EUA para o nosso time tupiniquim.

 

Como guerreiro que sempre foi, Oscar encara o diagnóstico do câncer com uma luta e diz em alto e bom som que ele vencerá a doença e que o câncer escolheu o "cara errado". 

 

O que me chamou atenção em uma das suas declarações para a imprensa foi ter dito que:  "Nunca fumei, bebi, droguei, dopei. Nunca fiz extravagância nenhuma. Uma mulher só. Se tinha um cara exemplo para viver os até os 90  anos, sou eu. Vai entender. Minha vida foi tão bonita, repleta de coisas. Isso aqui, eu vejo o carinho. Nunca tive tanta mensagem de apoio. Nunca soube que era tão querido."
 

 

Obviamente me identifiquei com os sentimentos do Oscar, pois passo por circunstância similar. Nunca fui “avançada”, passei minha adolescência lendo livros de romances. Nunca gostei de beber ou fumar, digo que até tentei ambos para “enturmar” mas não consegui gostar do sabor e cheiro.

 

 

Assim, comecei a analisar a declaração de Oscar acerca de sua vida saudável e em como a sorte, o azar e o provável pode influir na vida de qualquer mortal.

 

 
Vejamos o exemplo dos jogadores de futebol. Antigamente as estatísticas e probabilidades não faziam parte do jogo. Deixava-se para sorte ou o azar a responsabilidade das derrotas e vitórias. Hoje quando o jogador chuta a bola na cobrança de pênalti já lhe foi repassado todas as estatísticas sobre o lado preferido de caída daquele goleiro, assim como o goleiro sabe mediante as estatísticas, da preferência de chutes daquele jogador.

 
 
O que é provável, o que é ponderável, o que é sorte ou azar?

 

 

De acordo com a Wikipedia:

 

 A palavra probabilidade deriva do latim probare (provar ou testar). Informalmente, provável é uma das muitas palavras utilizadas para eventos incertos ou conhecidos, sendo também substituída por algumas palavras como “sorte”, “azar”,  dependendo do contexto

 

Para a neurologistica a sorte é consequência da conduta gerada por um comportamento continuado e insistente, marcante ou não. Falar sempre a palavra "azar" ao invés de "sorte" podem, conforme a teoria, levar ao sucesso ou ao azar por criar toda uma malha de comportamentos derivados da essência neurolinguística da palavra, que contaminaria todo o restante do comportamento. Assim, ela torna-se também uma hipótese de didática, e também uma possibilidade comportamental relacionada ao sucesso.

 

Para o imaginário popular, a sorte é um elemento real, presente e ativo no cotidiano. Porém para a ciência, não há meios de se provar que ela existe realmente, e portanto, é uma denominação adequada a uma sequência de eventos cuja importância fantástica leva a classificação na categoria das ocorrências dominadas pela sorte.

 

 

Inúmeros artigos tem sido escritos nos jornais e revistas e passado na televisão quase que diariamente sobre a necessidade de vivermos uma vida saúdável, com alimentação balanceada, exercícios e longe do cigarro e excesso de bebida.

 

Durante o último ano, tenho ouvido alguns me indagar:” mas como isso foi acontecer com você que não bebe ou fuma e tem vida saudável?”

 
Uns responderiam “azar”, “coisa do destino”, “karma”. Talvez tudo isso e um pouco misturado com sorte.

 
Hoje acredito que se olhar para o lado positivo (e sempre há um lado positivo) tive sorte por ter escolhido consciente ou não uma vida saudável, pois o que seria de mim ao fazer um tratamento de alta toxicidade como esse e veja que já passei por 05 cirurgias, 03 só no ano passado, além das sessões de quimioterapia que faço há 01 ano e quatro meses. Como seria minha recuperação e embate contra o câncer se não tivesse tido uma vida pregressa saudável?

 


De maneira alguma, desejo apontar o dedo para quem viva de maneira diversa. Cada qual sabe de sua vida e responsabilidades, contudo prefiro acreditar na idéia de que podemos fazer novas e boas escolhas.

  
 
Li uma reportagem que falava sobre a sorte. O texto dizia que sorte é acaso, mas que podemos influenciar esse acaso a nosso favor: basta encontrarmos algo lógico naquilo que parece aleatório.  

 

Tecia a reportagem que o ser humano vem fazendo isso há muito tempo. Na questão do clima, por exemplo. Num dia chove, no outro faz sol. Essa alternância não tinha nenhum sentido para os homens das cavernas. Parecia apenas uma questão de sorte. Mas aos poucos, nossos antepassados foram decifrando a lógica daquilo. A humanidade inventou o primeiro calendário, e a partir daí percebeu que existiam anos, meses e estações, épocas em que a probabilidade de chover ou fazer sol é maior ou menor. E isso permitiu que fizéssemos nossa primeira grande invenção: a agricultura.

 

 Sabendo a melhor época do ano para plantar e colher, o homem se tornou capaz de produzir a própria comida. Analisou o que parecia indefinido (o clima), encontrou uma lógica naquilo (as estações), calculou as probabilidades (de chuva ou sol) e as explorou. Em suma: controlou a própria sorte. Isso aconteceu muitas vezes na história (as grandes navegações, por exemplo, só foram possíveis porque a humanidade encontrou lógica no movimento aparentemente aleatório dos astros e das marés).

 

E pode acontecer na nossa vida.


Nós podemos ajudar a nossa própria "sorte" e fazemos isso quando estamos abertos e atentos para ouvir aos sinais que a vida nos dá. A vida é generosa  e ela oferece esses sinais cotidianamente.

Ser "avestruz", enfiando a cabeça no buraco e fingindo que nada está acontecendo, deixando à sorte ou ao azar a responsabilidade dos acontecimentos de nossa vida é compactuar com a derrota.

Então, vamos agir favoravelmente e quando vale a pena ao percebemos que o nosso relacionamento afetivo ou profissional está descambando para o fim  ou quando temos sintomas e não procuramos médicos  para nos tratar, fingindo que o "problema se resolverá sozinho".


Invistamos em nós mesmos!!!

Essa atitude é intrínseca de cada um!!


Ninguém pode fazer por você!
 


Vamos no dia a dia ter a coragem de fazer algo aparentemente muito simples: nos comportarmos como se você fossemos uma pessoa de sorte (e nós somos).


De acordo com a revista uma pessoa é sortuda porque se comporta de maneira sortuda. Como coisas boas acontecem para quem age com otimismo e está aberto às oportunidades, os sortudos se beneficiam de um ciclo virtuoso de sorte: eles se consideram sortudos e, a partir dessa crença, agem do jeito certo para aproveitar a sorte.

 

O azarado se irrita na fila do supermercado, evita conversas com estranhos e, quando aceita trocar algumas palavras com alguém, frequentemente está preocupado com outra coisa - a ponto de não perceber que está diante do amor da sua vida ou de seu futuro empregador. Depois de jogar uma oportunidade fora, evita passar debaixo de uma escada, uma superstição boba e vazia.

 

Enquanto isso, o sortudo aproveita a fila para bater papo (porque as pessoas que se consideram sortudas, como ele, exibem em média 27% maior extroversão em testes de personalidade). E descobre que o cara da frente está vendendo um ótimo carro, justamente aquele modelo que ele queria, na cor que ele queria, e com um preço incrível. Mais tarde, ao contar aos amigos, diz que deu sorte de cair justo naquela fila. Percebeu? Em ambos os casos, a situação e o contexto são exatamente os mesmos. Só muda o que cada um fez deles.

 

 E esse é o segundo eixo da sorte: a capacidade de transformar encontros casuais em situações positivas. Porque sorte é, sim, uma questão de comportamento.

 

Nosso Mão Santa age como igualmente a época de sua vida de atleta, quando se dedicou com afinco ao esporte, tendo foco, superando metas e estatísticas. Não se deu por vencido. Assim reproduzirá essa força na luta para vencer o  “azar” da doença.

 

Ele deve estar se preparando para tirar proveito  e “sorte” de poder aprender, ainda que de maneira “sofrida” um  novo conceito da arte de viver e sobreviver, aprender que se vive o hoje, que não temos total controle de nossa vida, que a vida é simples, que a família é tão importante quanto o ar que respiramos, que devemos nos desobrigar de compromissos que não são nossos e que não podemos mudar, que devemos aceitar que somos falíveis assim como são nossos amigos, conhecidos e familiares, que o perdão liberta, que a vida é linda porém curta e que viver é um Presente de Deus!!!     

 

Então da próxima vez que você perder o voo,  tropeçar na rua, pegar uma fila imensa, se atrasar para o trabalho ou se deparar com algum contratempo que pareça azar, lembre-se, pode ser seu dia de sorte!!!


 

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