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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Se correr o bicho pega. se ficar o bicho come !!!



Nós deixamos nossa vida tão cheia de compromissos diários que deixamos de apreciar as coisas mais singelas que nos rodeiam.


A correria para cumprir metas na profissão, de trabalhar exacerbadamente e fora de horários dignos, nos leva a valorar   atividades não tão vantajosas a nós mesmos e que de alguma forma prejudicam nossa saúde ou relacionamento familiar.


Utilizamos da alegação de escassez de tempo para delegarmos tarefas a terceiros (avós, marido, empregadas) ou deixamos de realiza-las por completo.


Assim, pouco a pouco deixamos de levar os filhos à escola, de fazer supermercado, de ir à ginástica, de frequentar cursos não ligados a profissão (pintura, música, inglês, culinária).


Chegamos em casa tão cansados física e mentalmente que até do espírito deixamos de cuidar.  


Enfim, o exercício de atividades que tem o condão de nos resgatar do “olho do furacão” passam a ser secundárias numa escala de valores invertida e não detectada conscientemente.



Nesses dois meses de licença médica, voltei a ter o tempo sob o meu controle e consequentemente comecei a apreciar as atividades que  antes ou eu fazia na “correria” para cumprir e não curtia os momentos ou as delegava aos “colaboradores” - pais, marido ou empregada, o me levava a “culpa” mental.


A grande encruzilhada das “mulheres modernas”  é essa: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come ...”


E então, indago:


Vale a pena pagar o preço alto dessa multifuncionalidade assumidas na vida contemporanea?


Será que no afã de exercermos todas as atividades e compromissos assumidos, conseguimos ser uma profissional de sucesso, mãe perfeita, esposa exemplar, filha atenciosa, irmã companheira, colega eficaz, amiga presente ? ( Ufa, cansei só de enumerar as "perfeições' !!!)


O que queremos provar com esse leque variado de funções?


Ou pior, a quem queremos provar que podemos ser tudo isso e muito mais ?


Estamos ligados na tomada a 220 watts.


Elétricas (os) ...


Outro dia, sentada no shopping para tomar um cafezinho, observei uma família sentar-se próximo a minha cadeira. Era um casal com duas filhas.


A adolescente sacou um I-Pad e se pôs a mergulhar na internet. A filha menor estava com um jogo de Nintendo na mão.


Os pais conversavam entre si, mas vez ou outra checavam e-mails e redes sociais durante a conversa.


Conclusão, a família estava junta fisicamente, mas ao mesmo tempo distantes emocionalmente uma das outras.


Ninguém “vivia” aquele momento de relaxamento.


Estavam todos conectados, cada um em seu mundinho ...


O ócio não existe mais.


Sabe o ócio ..



Aquele momento que desligamos de tudo e só apreciamos estarmos vivos, que muitos contextualizam pejorativamente com preguiça e outros dizem que é o momento criativo.


Pois é, esse momento importante - o ócio, aonde conseguimos escutar a nós mesmos, se esvai pelo excesso de atividades.       


Hoje, ir ao supermercado e gastar o tempo ali, naquela atividade rotineira é prioridade. Afinal, escolher alimentação saudável para minha família deveria ser fundamental, não é?


Eu cheguei ao cúmulo de cronometrar tempo gasto no mercado a fim de buscar fórmulas (começar pelas gôndolas das frutas ou no açougue)  para terminar o quanto antes essa atividade a fim de exercer outra.  


Tolice ...


É verdade que nunca abri mão de acompanhar meus meninos, faço questão de estar presente nas atividades escolares e extra escolares. A única desvantagem era que não sobrava tempo para mim.



Ou melhor, o tempo que me sobrava era para depois da 22:30 h !!!


Eu - Carla Patrícia só podia apreciar um bom filme, ler a internet (na seção de “futilidades”) ou ler um bom livro depois de um longo dia e já com pouca energia.  


Deixei de fazer aulas de “conversação” de inglês, nunca fiz o curso de culinária almejado, deixei de frequentar assistência espiritual e outras “cositas’ mais.


“Pisa no freio” !!!!


É assim que vejo essa parada forçada pela doença.


O meu inconsciente grita:


P A R E !!!

S I N T A !!!!

A P R E C I E !!!!

S A B O R E I  A  VIDA  !!! 


Atualmente consigo ouvi-lo. Rsrsrsrsrsrs


Se existe outra vida após esta ou se iremos nos encontrar no final dos tempos, não sei !! ...
  

A certeza dessas indagações creio que todos nós só teremos depois de partir.


Enquanto isso, estou aqui !!!

  
Nesta vida !!!


Estou cheia de expectativa, sonhos e planos para vivê-la de maneira mais sensata, plena, inteira e de entrega.


Iniciando com o hoje – Carpe Diem !!!!


Vai um poema de Mário Quintana, sobre o tempo.


O Tempo

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira.
Quando se vê, já é natal ...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais par ser reprovado ...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguiria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo..
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. “





sexta-feira, 6 de abril de 2012

Os segredos dos Imortais ... Sobreviver!!.





                                       " Sem saber que era impossível, foi lá e fez" 


Ontem, acordei e vi a revista Super Interessante, edição de Abril/2012, com o título manchete Os Segredos dos Imortais -  em cima da mesa do computador.


Observei que havia um bilhete escrito pelo meu pai, com uma sugestão para leitura do texto principal para Túlio e Tiago.




Sorri e agradeci a Deus ao pai que tenho !!!



Sempre amoroso e atencioso comigo e netos.



Comecei a ler a reportagem e vi que se tratava das distintas reações de pessoas diante de situação de morte iminente em catástrofes, questionando quais fatores levam algumas a sobreviverem, enquanto outras no mesmo ambiente não conseguem vencer o medo e sucumbem a morte.


O tema era o que determina quem vive e quem morre?  



No bojo da matéria, traz inúmeros relatos de tragédias como incêndio do Edifício Joelma em São Paulo na década de 1970 (500 sobreviventes e 187 mortos), do World Trade Center, do naufrágio do navio Estonia  no mar Báltico em 1994 com 852 mortos e 137 sobreviventes.



De acordo com o especialista John Leach  “nos momentos de tensão apenas 10% das pessoas conseguem imediatamente manter a cabeça no lugar e agir racionalmente. Outros 10% surtam e tomam as piores decisões e dificilmente saem vivos. Os 80 % restantes podem congelar de medo e encarar panes do cérebro, mas não estão fadados à morte. Conseguem se controlar e sobreviver.”





A revista ainda apresenta uma série de sugestões para se seguir quando vivenciarmos situações de acidente de avião, batida de carro, incêndio em casa, naufrágio ou perdidos na selva e ainda elenca com exemplos as 3 fases que o ser humano tem diante dessas situações que são: desespero, recuperação e lições.



Deixo a dica para a leitura da matéria.



Como já partilhei tantas coisas íntimas no blog, vou contar uma situação vivida por mim no ano de 1994, quando houve um princípio de incêndio no prédio em que morava na rua 13 de Junho.



Eram por volta das 15:00 hs, de uma sexta-feira, véspera de sábado de carnaval.



 
Eu estava deitada em minha cama, lendo preguiçosamente a revista Sabrina, quando Maria (minha comadre e secretária do lar) entrou esbaforida no meu quarto, gritando que o zelador estava na porta avisando que havia fumaça no apartamento próximo ao nosso e que era para nós descermos.




De imediato, não entendi o que ela falava ...



Quando a “ficha” caiu, levantei de um pulo e pensei:



“Meu Deus, “salvo” a revista Sabrina que estava lendo ou “salvo” a carteirinha de sócia do Clube Dom Bosco, que havia separado  momentos antes, no intuito de “pular” carnaval no dia seguinte.




RSRSRSRSRSRSR ....



Foram segundos de “bestagem”, mas existiram.



Ainda bem que o Tico e Teco mental se comunicaram e logo fiz parte da estatística  dos 80% que buscam alternativas e sobrevivem.



Então, passado o pânico, disse firme a Maria “Vamos descer rápido”. Peguei Victor (meu irmão caçula) que na época tinha 04 anos e voamos escada abaixo.




De fato, quando sai no saguão do primeiro andar, a fumaça estava tomando conta, mas não havia labaredas de fogo.




Já no térreo e a salvo, percebi que as pessoas não sabiam como agir diante da situação. A confusão imperava e o zelador era meio “lengué”.




O prédio era antigo e os moradores igualmente .... rsrsrsrsrs



Apesar de morar lá a algum tempo, eu nunca havia percebido a quantidade de pessoas idosas que moravam lá.



E como o fato se deu por volta das 15:00 h, obviamente só haviam no prédio naquele momento crianças, idosos e as empregadas.



Comecei a ajudar as velhinhas a descerem as escadas para chegarem a calçada mais rápido e enquanto  aguardávamos o Corpo de Bombeiros chegar, decidimos que valeria a pena subir no andar que estava acontecendo o incêndio e ver o que de fato ocorria.



Assim, eu, o zelador e o motorista de um moradores fomos até a porta do apartamento e percebemos que a fumaça vinha da porta da cozinha.



O zelador e o motorista conseguiram arrombar a porta social e nós entramos no apartamento.


Corremos para a cozinha, e em meio a fumaça verificamos que a moradora havia esquecido uma panela de leite a ferver e que essa havia secado (motivo do quase incêndio).


De pronto desligamos o fogão, abrimos as janelas (não havia fogo, só fumaça) e aguarmos o Corpo de Bombeiros chegar.



Ainda hoje, morro de rir quando me lembro da dúvida cruel que me assolou entre "salvar" uma revista ou a carteira de sócio do clube.



Contudo, o fato é sério, pois num momento crucial desses não podemos tomar a decisão errada e escolher desajuizadamente saltar pela janela ou aguardar sentada impassível fingindo que nada está acontecendo.




Ainda bem, que fiz parte dos 80% que após o pânico inicial, reagem controlando o medo.



“As reações de medo e o de como agir para se salvaguardar, passam por 03 etapas: reconhecer o ambiente ao redor, controlar o medo e selecionar a ação certa. Sobrevive quem muda essa chave em tempo hábil.”


De acordo com a reportagem “a atitude mental vale mais que qualquer outra ferramenta. Sobreviventes controlam o medo, resignam-se com os acontecimentos e agem. Fazem de tudo para sair vivo.”


“Os sobreviventes, em geral, não se veem como vítimas. Eles querem é sair vivos, para reencontrar os amados, para seguir com suas vidas ou simplesmente para contra a história.”


“Acredita-se, inclusive, que pessoas com mais familiares e amigos tenham chances maiores de sobreviver a uma catástrofe. Evidências mostram que pessoas com apoio da família e amigos tem mais chances de sobreviver. Elas querem voltar para a família. Tem um propósito. Quando se tem algo a perder, a vontade de viver cresce.”



Isso é fato !!!!




Enquanto estive na UTI por 44 dias, sobrevivi mentalizando dia a dia a minha saída dali.




Assim quando meu pai, no intuito de incentivar minha recuperação queria colocar fotos dos meus filhos nas paredes do leito da UTI, eu balançava a cabeça em negativa, pois os queria (Túlio e Tiago) mesmo em fotografias fora daquele ambiente de doença e pavor. Eles eram a luz do túnel, a minha saída e a força para minha recuperação.



Essa reportagem veio a somar a tantas outras inúmeras histórias lidas, relatos compartilhadas por familiares, amigos e conhecidos, bem como alguns fatos por mim vivenciadas que comprovam a importância do comportamento e conduta positiva das pessoas que estão passando por momentos de difícil provação: saúde, desemprego e outros.



E de como é essencial para a sobrevivência, a atitude positiva que pode nos salvar de nós mesmos.
























    








    









terça-feira, 3 de abril de 2012

Cultivando a Paciência




“FOCALIZE PARA ONDE VOCÊ QUER IR, NÃO O QUE VOCÊ TEME.”

                                                                                  Antony Robbins



O termo Virtude vem do latim “virtus”: força vital. Designa o poder de uma coisa para determinados efeitos, é a disposição adquirida para se portar bem.



Kant defendia que virtude não é aquilo que nos torna mais felizes, mas aquilo que nos torna dignos de ser felizes.



Assim de tantas virtudes que devo lapidar em meu garimpo diário e rotineiro, a fim de me encontrar ou de me tornar digna de ser feliz, a virtude da PACIÊNCIA está dentre as escolhidas para o momento.



Desde a infância tenho dificuldade em conter a ansiedade, portanto é vício antigo, arraigado igual raiz no íntimo do meu ser.



Numa tentativa de  me manter sã, podo vez ou outra os galhos da ansiedade e às vezes acredito que  chego a “controla-la” ...



Com o decorrer dos anos e a própria maturidade vivida empiricamente, uso de alguns exercícios para domar essa tal da ansiedade.



A primeira etapa que aprendi é identificar a razão da ansiedade (óbvio,né?), saber o que a esta alimentando – “ O que há de tão grande nesse problema? O que está errado?



Após, busco observar as alternativas que restam para contornar a situação, ou seja, o que posso fazer para melhorar? E o que não posso fazer? É possível supera-la?



Identificando, analisando, resta enfrenta-la com o antídoto da virtude da Paciência.



Respiro fundo ...



Planejo ações para dribla-la e pronto: “ Tá no papo!!”.



Até parece fácil, mas não é e eu vivo ficando de prova final ...



Rsrsrsrs!!!!



Contudo, nem tudo dura para sempre e o Universo conspira a nosso favor!



Quando adolescente eu gostava de fazer um teste comigo mesmo.



Quando comprava um livro e a estória era instigante, logo queria saber o final da estória. Demova mais dias que o normal para terminar o livro, testando-me para saber o desfecho final do autor. Esse era o meu exercício para controlar a impaciência.

Também já li livros enormes num dia só. Só parava para comer.  


Até hoje gosto de ler jornais e revistas de trás pra frente.

Vai entender as pessoas ??



Se é pra me contar um fato bom ou ruim, logo já peço CONTA, pois a minha imaginação é fértil e flui igual correnteza de rio.



É pra acabar né?



O hilário dessa a ansiedade era quando criança - 13 anos e havia prova oral na escola, em especial da Irmã Luisa do Colégio Coração de Jesus que ministrava Ciências, ela fazia sorteio e era cascuda, tinha um certo deleite em olhar e tirar o papelzinho com o nome da vítima do momento. Mas antes, como alma caridosa, oferecia oportunidades a voluntarias que poderia se oferecer para iniciar a prova oral.



Eu a temia e algumas vezes me voluntariei.



Quem sabe eu era meio masoquista . rsrsrsrsrsrsrs


E ela não dava notas melhores para quem se voluntariava não! Tratamento análogo. 



A prova oral em si não era ruim, o díficil  era  aguardar o momento em que a professora se dispusesse a realizar “sadicamente” o sorteio.  



No fundo o ansioso sofre por não ter o controle sobre o futuro e quer controlar situações adversas a sua vontade.



Se tem algo para ser feito, faço logo ...



Se é para saltar e não há outra alternativa, pulo primeiro.



Já bati muita cabeça, nessa “bravura”.



Ainda bem que a cabeça é dura.



Lendo sobre a ansiedade descobri que é uma característica biológica do ser humano e que antecede momentos de perigo real ou imaginário, nos permitindo preparar para  situações de perigo.



Não é considerada um problema pelos especialistas, mas sim um reação normal do organismos.



O “ó do borogodó” é não deixar que a ansiedade nos domine, dirigindo nossa vida de maneira desordenada, levando a situações de conflito, depressão e outros transtornos emocionais e físicos, prejudicando nosso cotidiano.
Aí sim, é necessário pedir ajuda.



Desde o resultado da biopsia e do baque da recidiva, eu havia me comprometido a viver “ cada dia por vez “.



Esse seria o maior dos meus testes para controlar a ansiedade  e cultivar a virtude da PACIÊNCIA.



Contudo, entretanto, todavia ....



Falíveis somos e as quedas acontecem.



Com um pouco de satisfação, eu posso dizer que eu até estava me sentido uma boa aluna no controle da ansiedade, tive poucas “quedas” durante esses 02 meses.


Porém ao terminar a 3ª sessão de quimioterapia, na sexta feira, tudo veio como um TSUNAMI.



Vrumm ...



Acrescido dos efeitos físicos da quimio, que já me deixa meio debilitada fisicamente: cansaço, fadiga, náusea, fiquei um pouco “pra lá de Bagda...”



E confesso que esses últimos dias não foram fáceis.



Nem o blog  me motivava.



Sumiram as ideias, a motivação e um pouco da energia.



Motivo: O fim da primeira etapa do tratamento – QUIMIOTERAPIA.



E para potencializar o "angu de caroço" emocional, o início incerto (para algumas semanas) da 2ª etapa do tratamento.



O problema é o incerto, improvável, não palpável, indefinido ...



Será possível a cirurgia? O tumor é ressecável? Caso não seja, qual alternativa? Nova  quimioterapia? Deu certo o bombardeio da quimio? O tumor regrediu?



Putz ...



Aguardar com PACIÊNCIA e sorriso nos lábios a realização desses exames posteriores de imagem, que irão demonstrar se houve retrocesso do crescimento do tumor em si, ou seja, se a quimioterapia “funcionou”, não é brinquedo não!!



Essa é uma das maiores  “batalhas” internas que estou a travar.



E ela é mental ...



Mexe com emocional ...



Pensem meu amigos...

Esperar mais tempo depois de 60 dias, os resultados a serem perceptíveis nas imagens dos exames (ressonância magnética, PET CT) a serem realizados na 2 quinzena de abril, a fim de buscar aberturas e protocolos médicos científicos – cirurgia ou continuidade da quimioterapia - para que eu amparada pela ciência decida  o “resto” da minha vida ...



E o “resto” pode estar não estar entre aspas !!!!



Sei que muitos me entendem e até concordam com esse meu ligeiro tremor nos joelhos e palpitação acelerada do meu coração,  afinal quem atiraria a primeira pedra ...



Não há como fugir.



Prova oral de Ciências, novamente!!!



Eu estou diante dela – A REALIDADE – e ela está diante de mim.



Decido enfrenta-la .



Eu não pisco e eu não corro.



Prendo a respiração ...



Agarro aos meus santos e orações.



Penso nos meus filhos, marido, pais, irmãos, familiares e tantos amigos e conhecidos que torcem  por mim, sentados ali na arquibancada ...





E então uma Força acalentadora, suave e terna me fez ontem levantar o espírito. E intuitamente me disse para que eu me mantenha com a cabeça sadia a fim de tomar decisões conscientes e nada resta a não ser aguardar - O MOMENTO.


Tudo isso !!!



Assim, às 22:30 do dia 02 de abril de 2012, rompi com o desânimo e estou terminando este blog hoje, bastante tranquila e adiantada, pois o retorno seria amanhã né.

 Postei uma frase de Joseph Murphy:
“O homem precisa viver na alegria da expectativa do melhor. Irá descobrir então que o invariável e inevitavelmente o melhor acontecera. Conseguimos o que esperamos na vida. Espere sempre o melhor! “