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domingo, 28 de julho de 2013

A mala sem alça e o zíper estragado ...




A vida nos presenteia com experiências que podem nos levar ora a aprender com elas ora a repeti-las posteriormente...

Desejando oferecer a meus filhos, marido e a mim mesmo uma atmosfera diferente de doenças, tratamento, quimioterapia ... Resolvemos viajar.

O medo era grande pois eu ainda não estava restabelecida da ultima quimio, os efeitos ainda se faziam presentes, contudo permanecer aqui era mais danoso para meu emocional.

Assim passamos 10 dias fora.

É lógico que obedecendo as outras necessidades e visando o menor desgaste físico possível.

Valeu a pena, nos divertimos muito, relaxamos dos problemas e cheguei  "
 a capa da gaita" pelo esforço realizado, contudo extremamente aliviada da carga da "mala sem alça" do cancer.

Desfeitas as malas de viagem, corri para colocar a casa em ordem e quando vi já era quarta feira.

Tomei coragem e agendei os exames de rotina para checagem do estadiamento da doença. 

Sofri um pouco, pois o medo sempre nos faz companhia nesses momentos, xinguei a "mala sem alça" do cancer que eu havia me esquecido de como era trabalhoso e pesado de carregar.


Até que descobri que outras coisas podem acontecer a uma mala além de perder a alça. O ziper  pode estourar, as rodinhas se  quebrarem ou sofrer qualquer outro dano em sua estrutura tornando a nossa vida mais " difícil".

Dessa forma, na quarta feira comecei após o almoço a sentir um dor terrível nas costas e fui parar no Pronto Atendimento.

Medo, choro, raiva e dor ...
 
Insuportável! Só morfina me sossegou!!! E veja que eu me achava uma expert em "dores".

O diagnóstico - pedra nos rins, na verdade já haviam se deslocado do rim e estavam localizadas no ureter esquerdo, mas não haviam saído ainda.

Retornei para casa sedada e com medo terrível do retorno da dor.

E ela voltou - Não com a mesma intensidade e agora já controlável com remédios, todavia dor é dor.

O médico sugeriu que esperasse um pouco para ver se as pedras não sairiam naturalmente.

Esperei dois dias e já no sábado me dirigi para o hospital pela manhã para fazer a Tomografia do Abdômen e retirar as pedras numa pequena cirurgia.

SURPRESA!!!!

As pedrinhas haviam saído espontaneamente (após muita reza!!)

Ficamos todos felizes!!!

Ufa ...

Hoje acordei com uma sensação de leveza, levantei-me e tomando o café da manhã, desvendei o mistério da leveza na alma e no corpo.

Entendi que eu ainda carrego a " mala sem alça" de estar em tratamento do  cancer, mas agora o zíper estourado (pedras nos rins) haviam sido consertados ...

Moral da estória
Alternativa:

A) Mais vale uma doença antiga do que uma nova?

B) Não reclame que algo pode piorar?

C) Ande sempre com a ferramenta ou mala sobressalente ?

D) todas as respostas anteriores

Aprendi minha lição do dia e carrego a minha mala sem alça sem muito reclamar ... Só de vez em quando reclamo para não me acomodar.
 
Ah, lembrando que as vezes na vida, carregamos malas com rodinhas perfeitas, outras vezes carregamos malas vistosas e de alças reforçadas, outras vezes carregam nossas malas e outras vezes nos vemos diante da mala sem alça ou rodinha e de zíper estragado ...
 
A solução, satisfação e desempenho depende de nossa própria maneira de ver o mundo - otimista ou pessimista!! 


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Viajar é preciso ...








 



A verdadeira arte de viajar...
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
Mario Quintana




A poesia de Mário Quintana espelha fielmente o sentimento que me acompanha quando viajo.

Liberdade !!!

Me lanço ao mundo ...

O que me importa nesses momentos é a diversidade, a diferença de costumes e maneira diversa da minha em encarar a vida.

Não fico pensando na comidinha de casa ou no colchão macio que deixei, procuro viver o momento, sentir as pessoas, compreender o mundo. 

Adoro sentar no banco de uma praça, bar ou na areia do praia e observar as pessoas ao meu redor.

É tão expressivo esses momentos, que muitos colam na memória e quando penso no lugar, consigo sentir a magia do momento.

É o oposto me atrai, me faz crescer e compreender que o mundo não é a comodidade do meu dia a dia mas a diversidade da forma de viver.

Sei que no fim, seja aqui ou na Etiópia queremos a mesma coisa, ser feliz, viver em paz, estar com nossa família, todavia cada qual o faz da sua maneira e é essa beleza da arte de viver. 

A simplicidade das coisas me acalma e me embala num vai e vem de serenidade, sendo que isso me conforta e me faz sentir forte e segura.


É  lógico que rola stress natural: bagagens, aeroporto, crianças, desejos, planos "B" e "C", contudo acredito que isso torna a viagem mas qualitativa, pois transpomos esses obstáculos e resolvemos as pequenas dificuldades da viagem. Depois de um tempo, rimos dos micos e mancadas.

São essas as lembranças que carregamos em nossa memória e que nos momentos difíceis socorremos a elas, para nos alegrar e distrair dos problemas maiores.


Assim, informo que tirarei um recesso necessário para o corpo e alma. E estarei junto aos meus três mosqueteiros Antônio, Túlio e Tiago para um grande aventura, em que pese que o corpo ainda apresenta sinais dos efeitos colaterais da quimioterapia tomarei todo cuidado para não me exceder.


O momento é agora ... me sinto livre, sem doença, exames, consultas ...


Os médicos comprovam as benesses de sair da rotina, de viajar e de como isso influencia na boa qualidade de vida, prevenindo do stress e depressão. 


Viverei durante 10 dias um mundo de fantasia, cores, sonhos e aventura.


Que Deus nos proteja para que tudo ocorra conforme o planejado.

Carpe diem!!!


quarta-feira, 26 de junho de 2013

180º, 180º, 360º ...

 
" Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacode a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é ..." Glaucia Hurtado


 

Este post nada tem a ver com a música do arrocha a não ser título emprestado. Na letra da música o cantor se dispõe a ensinar a "mocinha" o “jogo de cintura” para se fazer a volta 180º a 360º com os quadris

 
Neste post quero falar sobre as mudanças de vida e se estamos dispostos a fazer uma mudança  de 180º ou 360º. 
 

Acredito que nos últimos 18 meses andei por caminhos tortuosos e senti emoções fortes e impactantes quanto ao meu futuro e da minha família.

 
O tratamento atual de quimioterapia acabou e  antes de começar um capitulo novo em minha vida, sinto que preciso terminar o antigo, todavia, o difícil é decidir quando essa fase deva chegar ao final. Esse é o "x" da questão.
 
Somos treinados em hábitos que muitas vezes trazem mais mal do que bem a vida da gente, seja trabalhando muito, fazendo atividades que não nos dá prazer, excedendo na comida ou bebida. São hábitos condicionados que de tanto repetidos concluímos que são necessidades e não simples hábitos. 
 
 
 
As incertezas que permeiam minha vida agora estão menos urgentes, pois aprendi a reduzir o grau de expectativas e consequentemente ansiedade. Essas sim, geram stress e nos fazem sofrer pensando no que pode dar errado ou certo antes do problema realmente surgir.

 

Penso que planejar faz parte do cotidiano humano e é fator importante para o sucesso de nossas realizações. Outro ponto é traçar metas com prazos e planos “B” e “C” para não nos perdermos, contudo sem sofrimento caso não seja realizado no tempo planejar.

 

Estar presente de corpo e alma nas ações que planejamos nos ajudam também a enxergar oportunidades e encontrar soluções para imprevistos.

 

Lembro-me que na correria do dia a dia não conseguia me dedicar com prazer a uma atividade, estava sempre me preocupando  com tempo e com o que fazer depois dessa atividade. Corria entre o trabalho profissional e o doméstico (filhos, casa ...).

 

Exaustidão física e mental. Deu no deu ...

 

Diferente da música não pretendo dar uma volta de 360º em minha vida e retornar a mesma rotina e vida, estou mais do que propensa a dar uma volta de 180º.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E foram felizes ...


                                    E foram felizes ...

 

 

Este post é para saudar o Amor e o compromisso de amar. E em especial é para vocês dois, Victor e Juliana.


Vendo-os ali na cerimônia tão felizes e parceiros, voltei 21 anos atrás, relembrando do meu casamento. Aposto que muitos outros casais também tiveram o mesmo sentimento.

 

Daí surgiu uma reflexão:  qual o propósito de se casar ?

 
O que nos motiva a nos unir e amar alguém que não é nosso parente nem tem nada consanguíneo conosco?

 

Amar alguém às vezes tão diferente de nós mesmos ...

 
Qual é o segredo ?

 
Conforme Marta Medeiros o amor não é uma equação matemática, do tipo eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

 
Ama-se pelo indefinível, pelo mistério, pelo cheiro, pela voz, pelo tormento que o outro provoca e pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

 
Com certeza o sucesso do casamento exige muito mais que declarações românticas. Deve-se respeitar o silêncio do outro, haver camaradagem, dar um tempo pra cada um.


O bom humor é peça chave para de mãos dadas com "jogo de cintura"  aguentarmos às nossa diferenças e os acessos de carência do outro.

 

Se valer a pena deve-se saber levar, o que é uma Arte.

 

Não podemos esquecer que o  Amor deve ser renovado e aperfeiçoado dia a dia. Nós nos modificamos com o tempo e com as experiências colhidas durante a vida e assim é o amor, que também  se modifica com o tempo, todavia aquela chama ou diferencial, a essência que nos tocou e chamou a atenção permanece.

 
Assim o casamento é consequência natural de um relacionamento que está dando certo, porque chega um momento em que não conseguimos mais viver separados. Os sonhos e desejos se misturam, queremos compartilhar a Vida


E a Vida está diante de vocês dois e de todos nós também.

 
Vamos aproveita-la e nos entregarmos a ela, sem medo de sermos felizes ...

 

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                                            O CASAMENTO

 

Momento de felicidade e entrega pairou sobre todos nós que participamos do casamento de Victor e Juliana.

 

O ambiente escolhido ajudava a criar esse clima especial que emanou do local.

 

Estávamos na Chapada dos Guimarães a beira de um penhasco de vista monumental para a natureza, com o tempo aberto e sem nuvens que cooperou para que a cerimônia em si desse certo – sem chuvas ou neblinas e com a certeza da Mão de Deus abençoando todo o enlace matrimonial.

 
O entardecer com a diversidade de suas cores acontecia a nossa frente, uma leve brisa nos socorria e a música ao fundo tocava nossos corações.

 
Emoções a mil por horas, choros discretos, sorrisos cúmplices, enfim o momento esperado ...


Tocam-se as cornetas (literalmente) e a noiva entra de braços entrelaçados com seu pai esbanjando a alegria da ocasião.

 
O noivo emocionado despeja lágrimas contidas de emoção diante da visão da noiva.

 
O sacerdote relembra os acontecimentos do namoro e noivado que redundaram nessa união de Victor e Juliana.


Depois do Sim e das Promessas feitas diante do altar e de Deus, nos dirigimos ao local da festa, o recém inaugurado salão de festa do Atmã Resort.

 
Candelabros e velas que propiciavam um local romântico e aconchegante.

 
Os detalhes das mesas enfeitadas, guardanapos de linho, rosas brancas, tudo planejado e escolhido com coração.

 

O repertório das músicas agradou “gregos e cuiabanos” e fomos embalados com sucessos dos anos 80 e 90, seguidos de um conjunto de samba e encerrou com uma dupla de jovens cantores que agitou com o atual Arrocha”.



Viam-se jovens esbanjando alegria e juventude na festa, destilando companheirismo e cumplicidade com os noivos.

 

Tudo deu certo e sem incidentes ...

 

No dia seguinte, colhida a alegria da cerimônia e da festa, com o corpo ainda “moído” de tanto sacolejar, compartilhamos as “impressões” do casamento.

 

Parabéns aos noivos pelo empenho de realizar um casamento memorável que tocou nossos corações!

 

Que Deus os abençoe e proteja nessa jornada inicialmente a dois ...   

 

domingo, 2 de junho de 2013

Probabilidades, sorte ou azar?




Na semana passada fiquei pesarosa com a notícia veiculada na imprensa acerca do nosso Mão Santa – Oscar Schmitd. Campeão Pan Americano de basquete de 1987 e alguém que possibilitou a mim e muitos brasileiros daquela década a alegria de assistir pela TV a derrota dos EUA para o nosso time tupiniquim.

 

Como guerreiro que sempre foi, Oscar encara o diagnóstico do câncer com uma luta e diz em alto e bom som que ele vencerá a doença e que o câncer escolheu o "cara errado". 

 

O que me chamou atenção em uma das suas declarações para a imprensa foi ter dito que:  "Nunca fumei, bebi, droguei, dopei. Nunca fiz extravagância nenhuma. Uma mulher só. Se tinha um cara exemplo para viver os até os 90  anos, sou eu. Vai entender. Minha vida foi tão bonita, repleta de coisas. Isso aqui, eu vejo o carinho. Nunca tive tanta mensagem de apoio. Nunca soube que era tão querido."
 

 

Obviamente me identifiquei com os sentimentos do Oscar, pois passo por circunstância similar. Nunca fui “avançada”, passei minha adolescência lendo livros de romances. Nunca gostei de beber ou fumar, digo que até tentei ambos para “enturmar” mas não consegui gostar do sabor e cheiro.

 

 

Assim, comecei a analisar a declaração de Oscar acerca de sua vida saudável e em como a sorte, o azar e o provável pode influir na vida de qualquer mortal.

 

 
Vejamos o exemplo dos jogadores de futebol. Antigamente as estatísticas e probabilidades não faziam parte do jogo. Deixava-se para sorte ou o azar a responsabilidade das derrotas e vitórias. Hoje quando o jogador chuta a bola na cobrança de pênalti já lhe foi repassado todas as estatísticas sobre o lado preferido de caída daquele goleiro, assim como o goleiro sabe mediante as estatísticas, da preferência de chutes daquele jogador.

 
 
O que é provável, o que é ponderável, o que é sorte ou azar?

 

 

De acordo com a Wikipedia:

 

 A palavra probabilidade deriva do latim probare (provar ou testar). Informalmente, provável é uma das muitas palavras utilizadas para eventos incertos ou conhecidos, sendo também substituída por algumas palavras como “sorte”, “azar”,  dependendo do contexto

 

Para a neurologistica a sorte é consequência da conduta gerada por um comportamento continuado e insistente, marcante ou não. Falar sempre a palavra "azar" ao invés de "sorte" podem, conforme a teoria, levar ao sucesso ou ao azar por criar toda uma malha de comportamentos derivados da essência neurolinguística da palavra, que contaminaria todo o restante do comportamento. Assim, ela torna-se também uma hipótese de didática, e também uma possibilidade comportamental relacionada ao sucesso.

 

Para o imaginário popular, a sorte é um elemento real, presente e ativo no cotidiano. Porém para a ciência, não há meios de se provar que ela existe realmente, e portanto, é uma denominação adequada a uma sequência de eventos cuja importância fantástica leva a classificação na categoria das ocorrências dominadas pela sorte.

 

 

Inúmeros artigos tem sido escritos nos jornais e revistas e passado na televisão quase que diariamente sobre a necessidade de vivermos uma vida saúdável, com alimentação balanceada, exercícios e longe do cigarro e excesso de bebida.

 

Durante o último ano, tenho ouvido alguns me indagar:” mas como isso foi acontecer com você que não bebe ou fuma e tem vida saudável?”

 
Uns responderiam “azar”, “coisa do destino”, “karma”. Talvez tudo isso e um pouco misturado com sorte.

 
Hoje acredito que se olhar para o lado positivo (e sempre há um lado positivo) tive sorte por ter escolhido consciente ou não uma vida saudável, pois o que seria de mim ao fazer um tratamento de alta toxicidade como esse e veja que já passei por 05 cirurgias, 03 só no ano passado, além das sessões de quimioterapia que faço há 01 ano e quatro meses. Como seria minha recuperação e embate contra o câncer se não tivesse tido uma vida pregressa saudável?

 


De maneira alguma, desejo apontar o dedo para quem viva de maneira diversa. Cada qual sabe de sua vida e responsabilidades, contudo prefiro acreditar na idéia de que podemos fazer novas e boas escolhas.

  
 
Li uma reportagem que falava sobre a sorte. O texto dizia que sorte é acaso, mas que podemos influenciar esse acaso a nosso favor: basta encontrarmos algo lógico naquilo que parece aleatório.  

 

Tecia a reportagem que o ser humano vem fazendo isso há muito tempo. Na questão do clima, por exemplo. Num dia chove, no outro faz sol. Essa alternância não tinha nenhum sentido para os homens das cavernas. Parecia apenas uma questão de sorte. Mas aos poucos, nossos antepassados foram decifrando a lógica daquilo. A humanidade inventou o primeiro calendário, e a partir daí percebeu que existiam anos, meses e estações, épocas em que a probabilidade de chover ou fazer sol é maior ou menor. E isso permitiu que fizéssemos nossa primeira grande invenção: a agricultura.

 

 Sabendo a melhor época do ano para plantar e colher, o homem se tornou capaz de produzir a própria comida. Analisou o que parecia indefinido (o clima), encontrou uma lógica naquilo (as estações), calculou as probabilidades (de chuva ou sol) e as explorou. Em suma: controlou a própria sorte. Isso aconteceu muitas vezes na história (as grandes navegações, por exemplo, só foram possíveis porque a humanidade encontrou lógica no movimento aparentemente aleatório dos astros e das marés).

 

E pode acontecer na nossa vida.


Nós podemos ajudar a nossa própria "sorte" e fazemos isso quando estamos abertos e atentos para ouvir aos sinais que a vida nos dá. A vida é generosa  e ela oferece esses sinais cotidianamente.

Ser "avestruz", enfiando a cabeça no buraco e fingindo que nada está acontecendo, deixando à sorte ou ao azar a responsabilidade dos acontecimentos de nossa vida é compactuar com a derrota.

Então, vamos agir favoravelmente e quando vale a pena ao percebemos que o nosso relacionamento afetivo ou profissional está descambando para o fim  ou quando temos sintomas e não procuramos médicos  para nos tratar, fingindo que o "problema se resolverá sozinho".


Invistamos em nós mesmos!!!

Essa atitude é intrínseca de cada um!!


Ninguém pode fazer por você!
 


Vamos no dia a dia ter a coragem de fazer algo aparentemente muito simples: nos comportarmos como se você fossemos uma pessoa de sorte (e nós somos).


De acordo com a revista uma pessoa é sortuda porque se comporta de maneira sortuda. Como coisas boas acontecem para quem age com otimismo e está aberto às oportunidades, os sortudos se beneficiam de um ciclo virtuoso de sorte: eles se consideram sortudos e, a partir dessa crença, agem do jeito certo para aproveitar a sorte.

 

O azarado se irrita na fila do supermercado, evita conversas com estranhos e, quando aceita trocar algumas palavras com alguém, frequentemente está preocupado com outra coisa - a ponto de não perceber que está diante do amor da sua vida ou de seu futuro empregador. Depois de jogar uma oportunidade fora, evita passar debaixo de uma escada, uma superstição boba e vazia.

 

Enquanto isso, o sortudo aproveita a fila para bater papo (porque as pessoas que se consideram sortudas, como ele, exibem em média 27% maior extroversão em testes de personalidade). E descobre que o cara da frente está vendendo um ótimo carro, justamente aquele modelo que ele queria, na cor que ele queria, e com um preço incrível. Mais tarde, ao contar aos amigos, diz que deu sorte de cair justo naquela fila. Percebeu? Em ambos os casos, a situação e o contexto são exatamente os mesmos. Só muda o que cada um fez deles.

 

 E esse é o segundo eixo da sorte: a capacidade de transformar encontros casuais em situações positivas. Porque sorte é, sim, uma questão de comportamento.

 

Nosso Mão Santa age como igualmente a época de sua vida de atleta, quando se dedicou com afinco ao esporte, tendo foco, superando metas e estatísticas. Não se deu por vencido. Assim reproduzirá essa força na luta para vencer o  “azar” da doença.

 

Ele deve estar se preparando para tirar proveito  e “sorte” de poder aprender, ainda que de maneira “sofrida” um  novo conceito da arte de viver e sobreviver, aprender que se vive o hoje, que não temos total controle de nossa vida, que a vida é simples, que a família é tão importante quanto o ar que respiramos, que devemos nos desobrigar de compromissos que não são nossos e que não podemos mudar, que devemos aceitar que somos falíveis assim como são nossos amigos, conhecidos e familiares, que o perdão liberta, que a vida é linda porém curta e que viver é um Presente de Deus!!!     

 

Então da próxima vez que você perder o voo,  tropeçar na rua, pegar uma fila imensa, se atrasar para o trabalho ou se deparar com algum contratempo que pareça azar, lembre-se, pode ser seu dia de sorte!!!


 

 "
 

 

 

 

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Carregando nossa mochilas ...


 
 
 
 
 
Quero dividir o texto abaixo colhido de uma publicação da Martha Medeiros. 
 
É uma reflexão leve e profunda sobre a nossa condição de aprendizes do viver e de como devemos nos esculpir retirando o "excesso"  que colocamos em nossa "mochila" da vida diária, deixando-a desnecessariamente, por vezes, pesada demais para carrega-las, sendo que muita das pedras foram colocadas por nós mesmos. 
 
E falando em mochilas e fardos, eis que lembrei de uma canção gospel chamada "Down by the Riverside", transcrita pelo médico David Servan-Schreiber no livro Anticâncer. 
 
 
"Eu vou por no chão meu fardo
Na margem do rio
Não vou mais me preocupar com a guerra
Vou por no chão minha espada e meu escudo
Na margem do rio
Não vou mais me preocupar com a guerra ..."
 
 
 
 
 
 
  O Michelangelo de cada de cada um  por Martha Medeiros
 

 "Escultura não era algo que me chamava atenção na adolescência, até que um dia tomei conhecimento da célebre resposta que Michelangelo deu a alguém que lhe perguntou como fazia para criar obras tão sublimes como, por exemplo, o Davi. “É simples, basta pegar o martelo e o cinzel e tirar do mármore tudo o que não interessa”. E dessa forma genial ele explicou que escultura é a arte de retirar excessos até que libertemos o que dentro se esconde.

 

 A partir daí, comecei a dar um valor extraordinário às esculturas, a enxergá-las como o resultado de um trabalho minucioso de libertação. Toda escultura nasceu de uma matéria bruta, até ter sua essência revelada. Uma coisa puxa a outra: o que é um ser humano, senão matéria bruta a ser esculpida? Passamos a vida tentando nos livrar dos excessos que escondem o que temos de mais belo.

 

 Fico me perguntando quem seria nosso escultor. Uma turma vai reivindicar que é Deus, mas por mais que Ele ande com a reputação em alta, discordo. Tampouco creio que seja pai e mãe, apesar da bela mãozinha que eles dão ao escultor principal: o tempo, claro. Não sou a primeira a declarar isso, mas faço coro.

 

 Pai e mãe começam o trabalho, mas é o tempo que nos esculpe, e ele não tem pressa alguma em terminar o serviço, até porque sabe que todo ser humano é uma obra inacabada. Se Michelangelo levou três anos para terminar o Davique hoje está exposto em Florença, levamos décadas até chegarmos a um rascunho bem acabado de nós mesmos, que é o máximo que podemos almejar.

 

 Quando jovens, temos a arrogância de achar que sabemos muito, e, no entanto, é justamente esse “muito” que precisa ser desbastado pelo tempo até que se chegue no cerne, na parte mais central da nossa identidade, naquilo que fundamentalmente nos caracteriza. Amadurecer é passar por esse refinamento, deixando para trás o que for gordura, o que for pastoso, o que for desnecessário, tudo aquilo que pesa e aprisiona, a matéria inútil que impede a visão do essencial, que camufla a nossa verdade. O que o tempo garimpa em nós?

 

 O verdadeiro sentido da nossa vida. Michelangelo deixou algumas obras aparentemente inconclusas porque sabia que não há um fim para a arte de esculpir, porém em algum momento é preciso dar o trabalho como encerrado. O tempo, escultor de todos nós, age da mesma forma: de uma hora para a outra, dá seu trabalho por encerrado.

 

 Mas enquanto ele ainda está a nossa serviço, que o ajudemos na tarefa de deixar de lado os nossos excessos de vaidade, de narcisismo, de futilidade. Que finalmente possamos expor o que há de mais precioso em você, em mim, em qualquer pessoa: nosso afeto e generosidade. Essa é a obra-prima de cada um, extraída em meio ao entulho que nos cerca."
 
 

 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Manual contra arrependimentos ...





Comprei a revista Super Interessante – edição de maio com o intuito de incentivar meu filho Túlio a leitura de artigos de revistas, tendo em vista que hoje em dia é só internet e jogos eletrônicos.

 

 

Li a revista e achei vários artigos interessantes, um dos quais era Guia Prático contra Arrependimentos.

 
 

Trata-se do resumo feito do livro da australiana Bronnie Ware chamado Antes de Partir, que por acaso estou lendo.

 
 

O livro tece histórias vivenciadas pela escritora quando trabalhava como cuidadora de pacientes terminais.

 

Inicialmente ela narra do rompimento que fez com a vida pacata e acomodada que vivia na Austrália, onde abandonou o trabalho num banco e saiu pelo mundo trabalhando em diversos empregos freelances desde garçonete, lavadora de pratos num resort até como acompanhante para uma octogenária. A partir desse último emprego como acompanhante ela decidiu trabalhar como cuidadora de diversos pacientes terminais e percebeu neles um padrão de comportamento quando da proximidade com a morte: medo, raiva, tristeza – e sempre os mesmos arrependimentos em relação a própria vida. Decidiu então a anota-los.

 

 

Eram eles:

 

1-   Eu gostaria de ter trabalho menos;

 

2-   Eu queria ter tido a coragem de viver a vida que eu desejava e não a que os outros esperavam de mim;

 

3-   Eu queria ter expressado mais meus sentimentos;

  

4-   Eu queria ter mantido contato com meus amigos;

 

5-   Eu queria ter sido mais feliz;

 

 

É comum não pensarmos nisso durante a correria da nossa vida até que algum acontecimento nos chama atenção, como por exemplo quando perdemos alguém, quando ficamos doente ou quando chegamos a meia idade.

 

Começamos então a refletir sobre certos prazeres e sonhos que não poderão ser mais realizados e sobre as coisas que constantemente postergamos e adiamos para o momento oportuno.

 
 

Todavia, infelizmente esses momentos de iluminação passam rápido e novamente caímos na rotina dessa vida louca.

 
 

Dos 05 arrependimentos padrões citados pela escritora em seu livro, confesso que me encaixo em alguns.

 

 

Do primeiro arrependimento

 

“Eu gostaria de ter trabalho menos”

 

Bonnie diz que esse arrependimento foi falado por todos os pacientes masculinos de quem ela cuidou. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram, mas como a maioria era de uma geração mais antiga muitas não tiveram uma carreira. O que não é a realidade de hoje em dia, quando homens e mulheres trilham caminhos similares em busca do sucesso profissional. Ficando a carreira, o status, o poder em primeiro plano, adiando para um futuro incerto maior quantidade e qualidade no contato familiar.

 

Futuro incerto ...

 


De acordo com a escritora é mais difícil largar a rotina do trabalho do que o trabalho em si. O emprego vira a grande parte da identidade das pessoas, ao ponto de que não sabem mais quem são longe dele.” Essa é uma crise de identidade.

 

No livro ela narra a historia de um senhor de 90 anos, que dizia ter se arrependido de ter trabalhado tanto na vida, ficando a guardar dinheiro, não aproveitando o ganho. A esposa insistia para que viajassem para conhecer o mundo enquanto ainda tinha vitalidade para isso e ele foi postergando, até que esposa lhe deu um ultimato. Ainda assim ele negociou o ultimato com a esposa adiando para 12 meses a aposentadoria. Nesse meio tempo a esposa ficou doente e morreu. Perdeu-se oportunidade de vivenciar momentos de paz e alegria com a mulher.

 
 

 

O segundo arrependimento

 

 

“Eu queria ter tido a coragem de viver a vida que eu desejava, e não a que os outros esperavam de mim.”

 

 
Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não formam realizados. A maioria não realizou nem metade dos seus sonhos e tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a tem mais.”

 
 

O terceiro arrependimento

 

“ Eu queria ter expressado mais meus sentimentos”

 

 

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. A reportagem traz que o ser humano é um animal social e está sempre a procura de alianças e para isso busca manter e fortalecer relações sociais – quer agradar e ser aceito. Agimos assim o tempo todo, das coisas banais do dia a dia, como rir da piada sem graça de um amigo, as grandes escolhas de vida, como decidir que carreira seguir. De acordo com um estudo da Universidade Estadual da Flórida, quem busca o tempo a aprovação dos outros tem mais chance de desenvolver depressão. Esforçam-se tanto para agradar que se perdem no meio do processo. Muitos desenvolvem doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam.

 


Do quarto arrependimento

 

“Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.”

 
 

“Os amigos nos dão um senso de identidade – ajudam a nos tornar algo maior do que nós mesmos e a definir quem somos. Não precisamos somente de relações humanas. Precisamos de amigos muito próximos” diz Ed Diener, professor de psicologia da Universidade de Illinois.

 

Bronnie descreve que “Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficam envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos."

 

No mês de abril eu tive uma experiência maravilhosa em poder comemorar com amigos - 20 anos de formada no curso de Direito da UFMT. Revi amigos que não via há 20 anos. A sensação é que não se havia passado tanto tempo, pois o sentimento e o bem querer eram os mesmos de 20 anos atrás. O tempo não apagou a memória afetiva daquela época.

 

  

Do quinto arrependimento

 

“Eu gostaria de ter sido mais feliz”

 


“Muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é UMA QUESTÃO DE ESCOLHA. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso “conforto” com as coisas que são familiares. O medo da mudança e de se atrever a viver de forma a ser feliz, aproveitando dos momentos simples da vida.”

 

Falando nisso e buscando no meu baú de memória afetiva, lembro-me dentre muitos outros de dois momentos em que me senti plena e feliz durante as muitas viagens que já fiz. Esses momentos não custaram nada e nem foram programados, mas simplesmente vividos e saboreados quando percebidos.

 

Em Natal/2010, depois de ter conhecido os pontos turísticos e praias disputadas, começamos a rodar pela costa e encontramos um barzinho bem caiçara a beira do mar. Decidimos descer com as crianças e ficar por ali. Não havia multidão, passeios de barcos, banana boats ... Nada, só o mar, o sol e nós quatro brincando de construir castelos na areia. Tarde maravilhosa!!

 


Outro momento, foi a dois (eu e Antonio) quando viajamos para Europa/2011 e ali em Siena (Itália) nos afastamos do grupo de viagem e pudemos depois de uma manhã e tarde de sobe e desce vendo igrejas e monumentos, sentar num bistrô e tomar um delicioso sorvete de morango com chantilly. Apreciamos a movimentação da praça, das pessoas e me permiti ouvir um som que vinha de dentro de mim, informando que aquele momento era de pura paz e felicidade.

 

Como disse o psicólogo, ser Feliz é opção.

 
E eu digo mais, celebrar os momentos da vida também é escolha.

Se livrar das mágoas e cuidar de si é opção.

Permita que seu espírito seja ouvido, seja sensível as necessidades da sua alma. Impeça que a barulheira infernal das conveniências e mesmices domine o seu eu. 

 
Faça a escolha certa, o tempo passa rápido ...


Porque não começamos hoje??!!    



 

O tempo

 

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana